Quando falamos em políticas públicas, não é difícil perceber que os serviços de odontologia não se colocam historicamente como uma prioridade dos governos.

Mesmo em países que são referência em saúde coletiva, como Inglaterra, Canadá e Suíça, ainda existem muitas divergências sobre o problema e uma baixíssima adesão dos profissionais da odontologia aos programas públicos.

Neste texto, você vai encontrar um panorama da saúde bucal no Brasil nas últimas décadas. Continue com a leitura para entender nossos desafios e perspectivas!

Os avanços nos dados de saúde bucal no Brasil

No Brasil, a saúde bucal vem avançando a passos lentos e ainda há muito para se conquistar. Acompanhe, a seguir, como evoluiu o cuidado odontológico em nosso país!

1900 a 1930

Antes da Reforma da Vacina, que ocorreu em 1904, as ações do Ministério da Saúde se restringiam à promoção de saúde e prevenção de doenças, com destaque para campanhas de vacinação e controle de epidemias. O cuidado com os dentes estava bem longe dos holofotes nesta época.

1930 a 1940

Há poucos registros sobre a política de saúde bucal durante toda a primeira metade do século. O pouco cuidado que existia era destinado principalmente às grávidas e às crianças menores.

1950 a 1980

Em 1957, foi promulgada a Lei Estadual que tornava obrigatória a fluoretação das águas de abastecimento público no estado do Rio Grande do Sul. Mais tarde, em 1974, a regulamentação se tornou uma Lei Federal e consolidou um grande marco para odontologia — já que a fluoretação das águas é essencial na prevenção contra cáries.

Em 1976 foi criado o Programa de Interiorização das Ações de Saúde e Saneamento do Nordeste (PIASS). O problema é que as ações ainda eram muito centradas em casos de urgência.

Na década de 80, o Brasil gastava 4,8% do PIB com o cuidado médico e apenas 0,2% com cuidados odontológicos.

1990 ao 2010

Aqui foi quando realmente avançamos em termos de saúde bucal no Brasil: com o SUS implantado ao final dos anos 80, mais pessoas passaram a ter acesso aos serviços odontológicos. Cresceu, ainda, o número de clínicas populares e de universidades, que oferecem serviços a preços baixos à comunidade.

A partir de 2004, o Programa Brasil Sorridente passou a atingir 100 milhões de cidadãos pelo atendimento básico do SUS, aumentando a oferta e cobertura de serviços públicos odontológicos.

O acesso à saúde bucal no Brasil atualmente

O Brasil é o país com maior número de dentistas do mundo. Isso mesmo, 19% dos dentistas do mundo estão aqui! Acontece que a ideia de um país que valoriza o sorriso e a saúde bucal é, na realidade, o retrato de uma parcela seleta e privilegiada de brasileiros. Infelizmente, o número de profissionais formados não resultou em maior acesso aos serviços odontológicos.

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Estima-se que milhares de cidadãos ainda enfrentam o problema da falta de dentes e que, aos 60 anos, 41,5% da população já tenham a arcada completamente comprometida.  Isso acontece porque a distribuição dos profissionais da área é discrepante nas diferentes regiões do país — entre sudeste e nordeste, por exemplo.

Além disso, a inserção desses profissionais em políticas públicas, como pudemos ver, é relativamente recente. Atualmente, o serviço público cuida de apenas 30,7% dos serviços odontológicos prestados à população. Já a iniciativa privada fica com 69,3% da responsabilidade, tendo sido uma aliada histórica durante a evolução das políticas públicas de saúde bucal.

Para adesão de serviços privados, vale destacar que a educação financeira é uma importante ferramenta de empoderamento, porque capacita os cidadãos a usarem de forma racional suas finanças para cuidarem da saúde da família.

A importância dos cuidados com a saúde bucal

Como todos os outros sistemas do corpo humano, a boca também necessita de cuidados contínuos. Afinal, problemas no sorriso podem trazer impactos negativos em diferentes âmbitos de nossas vidas. Veja alguns deles!

Saúde

Em um país com condições ainda precárias de saúde dental é preciso falar principalmente sobre a manutenção básica dos dentes. É primordial providenciar ao menos uma limpeza profissional por ano. Isso ajuda a prevenir cáries e a identificar condições graves mais precocemente. Dessa forma, evita-se que a ida ao dentista seja um evento traumático para crianças e adultos que têm medo de anestesia.

É importante reforçar, ainda, que algumas condições extremas de má higiene bucal podem, até mesmo, resultar em um comprometimento sistêmico, como no caso do câncer de boca e língua infecções e de bacterianas que chegam ao coração, causando endocardite.

Todas essas condições também podem ser primariamente diagnosticadas pelo dentista. Por isso, é fundamental a conscientização sobre a importância do acompanhamento odontológico e realização de cuidados diários com escovação, uso de fio dental e alimentação adequada.

Socialização

A perda de dentes, em especial, é apontada como um dos fatores que mais prejudica a qualidade de vida, atrapalhando o convívio social, a segurança e até mesmo a comunicação oral.

Estética

Os avanços técnicos da área odontológica nos permitem falar, também, em ajustes estéticos que contribuem para o aumento da autoestima e confiança dos pacientes. Entre eles, podemos mencionar o uso de aparelhos, o clareamento dentário e a gengivectomia — cirurgia que corrige o sorriso de quem parece ter “excesso” de gengiva.

Nesse cenário, pagar um plano odontológico é um grande investimento, visto que garante uma prevenção efetiva e evita gastos exorbitantes com problemas agudos e urgentes. Planos como o como o Goldental, da Golden Cross, garante o acesso aos procedimentos citados com um excelente custo-benefício.

Por isso, procure conversar e conscientizar familiares e amigos sobre a importância da adesão a um plano odontológico e do acompanhamento com um profissional de confiança.

As medidas educativas e de conscientização são o primeiro passo para melhoria do cenário da saúde bucal no Brasil, e você pode começar a fazer isso compartilhando esse conteúdo em suas redes sociais. Vamos nos cuidar melhor?

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