Respirar pela boca faz mal?

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Você já parou para observar como anda sua respiração? Não? Então saiba que esse ato involuntário tem grande importância para sua saúde e bem-estar. Afinal, quando você respira incorretamente (ou seja, pela boca) pode sofrer diversos problemas.

As consequências desse tipo de respiração, também chamada de oral, são várias: desgaste das vias respiratórias – que ficam mais frágeis; alterações na face e na dentição; além de problemas relativos ao sono que comprometem a qualidade de vida.

Essa condição se torna ainda mais grave porque, muitas vezes, as pessoas acabam se acostumando com ela e deixam de procurar um tratamento adequado. Daí, o que poderia ser resolvido de forma simples vira um verdadeiro transtorno.

Por tudo isso, devemos ter muita atenção à respiração e trabalhar para corrigir esse hábito que não é nada positivo para a saúde.

Causas da respiração oral

Geralmente, a respiração pela boca é desencadeada pela incapacidade de se respirar satisfatoriamente pelo nariz, que pode ser momentânea ou crônica. Quando isso ocorre, a boca se torna o canal encontrado pelo corpo para suprir a demanda dos pulmões por oxigênio.

Essa incapacidade costuma ser causada por diferentes problemas de saúde:

  • Desvio de septo nasal;
  • Rinites alérgicas;
  • Sinusites crônicas ou agudas;
  • Hipertrofia da adenoide, principalmente em crianças.

Entenda a diferença entre rinite e sinusite

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Consequências da respiração pela boca

  1. Fragilidade das vias respiratórias
    Quando respiramos pela boca, perdemos a segurança que as vias nasais oferecem. Afinal, o nariz é uma barreira que retém as partículas pequenas de modo muito eficiente, além de tornar o ar mais úmido, aquecido e adequado à passagem pela faringe, laringe e traqueia.
    Por outro lado, a respiração oral permite a passagem de impurezas e micro-organismos, o que torna nossas vias respiratórias mais expostas a diversas infecções, como amigdalites e faringites.
  2. Alterações faciais e má oclusão dentária
    A respiração bucal altera o posicionamento da língua, causando distúrbios na deglutição e maior flacidez da musculatura da face. Quando isso ocorre com crianças, elas podem sofrer deformidades nos ossos da face e da arcada dentária, causando a má oclusão – ou seja, os dentes não fecham corretamente.
  3. Ronco e apneia do sono
    Devido às alterações faciais causadas pela respiração oral, o nariz tende a obstruir-se durante o sono, levando ao ronco e à apneia – situação caracterizada pela irregularidade  da respiração que leva a curtos períodos de sufocamento.
    Nesses casos, não só a saúde é prejudicada (a apneia pode levar a diversos problemas, inclusive cardíacos), mas também a qualidade de vida, uma vez que tais problemas estão diretamente relacionados à insônia.
  4. Cansaço frequente
    Pelas razões já descritas, a respiração pela boca pode provocar sensação de desconforto durante o dia, assim como um sono ruim durante a noite. O resultado dessa combinação pode ser um cansaço contínuo.
  5. Mau hálito
    O ato de respirar pela boca provoca o ressecamento e a descamação excessiva de células da mucosa bucal. Essa descamação, por sua vez, serve de alimento para as bactérias que causam o mau hálito. Saiba mais.

Tratando o problema pela raiz

O diagnóstico precoce e o tratamento das causas que levam à respiração oral é o melhor caminho para prevenir os problemas desencadeados pela situação. Para tanto, não deixe de fazer visitas regulares ao seu médico otorrinolaringologista e dentista.

Por meio de anamnese e exames complementares, como a endoscopia nasal (realizada no consultório do otorrino), será possível identificar as causas do problema, passo inicial para a sua solução.

Os tratamentos, a partir daí, dependem do diagnóstico, e podem variar desde o uso de antibióticos e antialérgicos, para sinusite e rinite, respectivamente, até cirurgias para correção de desvios nasais.

Agora, quando a respiração pela boca começar a gerar outros problemas, é preciso também tratá-los. Veja como:

– Ronco ou apneia: especialistas costumam indicar alguns cuidados clínicos como forma de suavizar esses problemas. Entre eles: redução de peso; dormir de lado; evitar substâncias sedativas (como álcool e calmantes); comer refeições leves antes de dormir etc.

O paciente, entretanto, não deve tentar resolver o problema sozinho. O mais indicado é procurar um otorrino ou um ortodontista, que podem prescrever o uso de aparelhos intraorais, que evitam a ausência de oxigênio causada pela apneia, ao mesmo tempo em que ajudam a evitar o ronco. Saiba mais.

– Má oclusão dentária: se não tratada, ela pode evoluir para perda óssea e dentária. Por isso, o tratamento, que pode incluir o uso de aparelhos ou até mesmo uma cirurgia, deve ser iniciado junto ao ortodontista o quanto antes. Saiba mais.

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