O sorriso é o nosso cartão de visitas. Logo, a saúde bucal costuma ser um dos primeiros cuidados pessoais que aprendemos ainda na infância. Apesar disso, a perda de dentes é um problema sério que ainda atinge muitas pessoas ao redor do mundo.

A ausência de um ou mais dentes prejudica significativamente a capacidade de mastigar e digerir os alimentos. Também gera consequências sociais, psicológicas e emocionais que impactam a qualidade de vida, a autoimagem e a autoestima.

Todos nós estamos familiarizados com os cuidados básicos de higiene bucal: evitar o excesso de açúcar, escovar os dentes e usar o fio dental. Todavia, quando se trata de preservar a vida útil dos nossos dentes, ainda há algumas lições a aprender. Conheça agora os principais detalhes sobre o assunto e entenda como prevenir a perda dos seus dentes!

Causas

Embora esteja mais associado aos idosos, o problema da ausência dental pode atingir pessoas de todas as idades. As razões são variadas, e você vai conhecê-las a seguir.

Higienização precária

higiene bucal, falta de escovação regular e uso irregular de fio dental podem ser causas de cárie dentária. Esse tipo de lesão provoca verdadeiros buracos que enfraquecem as raízes dos dentes e fazem com que elas caiam.

Periodontite

Essa é a principal causa de perda de dentes. A doença periodontal é uma infecção bacteriana crônica que atinge as gengivas e os ossos que sustentam os dentes.

À medida que ela avança, destrói o tecido e o osso da gengiva e, com isso, os dentes ficam soltos. Normalmente, a doença da gengiva é indolor, portanto, difícil de diagnosticar. Os sintomas iniciais do problema incluem inchaço, vermelhidão, sangramento na gengiva e desconforto durante a escovação.

Excesso de açúcar

A perda de dentes também pode ocorrer por causa da alta ingestão de açúcar, o que favorece a cárie dentária e o enfraquecimento do revestimento de esmalte na região. Certos alimentos ácidos, como picles e frutas cítricas, também podem causar erosão dos dentes.

Substâncias químicas

O uso de certas drogas, como cocaína ou metanfetamina, pode desencadear a liberação de ácidos no corpo, o que pode afetar a saúde da boca e causar a perda de dentes. Alguns medicamentos usados no controle da pressão arterial também levam à queda dentária.

Baixa frequência de consultas odontológicas

Muitas pessoas sofrem de fobia, ansiedade ou medo de ir ao dentista e não procuram tratamento dentário, mesmo que saibam que têm um problema ou estão com dor. Outras ficam envergonhadas ou constrangidas de procurar ajuda, porque sentem que serão julgadas negativamente pela condição de seus dentes. No entanto, é preciso vencer o receio: ignorar a cárie dentária ou outros problemas odontológicos graves pode prolongar e agravar a condição.

Doenças e acidentes

Alguns tratamentos, como quimioterapia, radioterapia e medicamentos imunossupressores, enfraquecem o sistema imunológico. Com isso, são capazes de aumentar o risco de infecções dentárias e, consequentemente, a necessidade de extração.

Além disso, condições sistêmicas, como doenças cardíacas e respiratórias, diabetes, infecção por HIV, desnutrição e imunossupressão, estão associadas a formas de periodontite que frequentemente resultam em perda dentária.

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A perda do dente também pode ser causada por lesões, devido a quedas acidentais ou durante a prática de esportes.

Dificuldade de acesso a tratamentos

Algumas pessoas têm que adiar ou renunciar a consultas e procedimentos odontológicos, incluindo limpezas regulares, devido aos altos custos da assistência odontológica. Entretanto, prolongar ou eliminar o atendimento aumenta as chances de o paciente desenvolver problemas sérios e, por conta disso, ter gastos maiores com reparos. Felizmente, hoje já é possível contar com planos odontológicos mais acessíveis.

Fatores de risco

A perda dentária é mais frequente em pessoas acima dos 35 anos de idade. No entanto, indivíduos mais jovens também podem sofrer com esse mal.

Alguns dos fatores de risco para a perda de dentes são:

  • sexo masculino;
  • hábito de fumar;
  • falta de atendimento odontológico profissional;
  • uso dos dentes como ferramentas para atividades como brir tampas, quebrar nozes e soltar nó;
  • higiene bucal precária;
  • bruxismo;
  • problemas de saúde, como diabetes e artrite reumatoide;
  • idade avançada;
  • histórico familiar.

Consequências

Além dos efeitos estéticos e psicológicos, que por si só representam graves problemas, perder um ou mais dentes afeta outros aspectos da vida de uma pessoa.

Quando um ou mais dentes estão faltando, o tempo é um inimigo, pois, se a situação não for tratada, os dentes próximos gradualmente se movimentam na tentativa de fechar a lacuna.

Esses movimentos naturais causam uma série de problemas que agravam a situação inicial. Isso, porque os dentes tortos criam novos espaços entre os demais, onde a comida pode ficar presa e se acumular. Tais espaços tornam-se suscetíveis à penetração de bactérias causadoras de cáries e a doenças da gengiva, que, em longo prazo, podem levar à perda óssea.

Mastigar com menos dentes ainda aumenta a carga de trabalho dos demais dentes e pode levar ao desgaste prematuro. A perda da estrutura óssea, tanto na boca quanto na face, é outra sequela, e a flacidez dos tecidos de suporte facial é um sinal de envelhecimento precoce.

Felizmente, existem soluções para a substituição de dentes perdidos. Elas ajudam a restaurar um sorriso esteticamente agradável e funcional e proporcionam ao rosto uma aparência mais jovem. Todos esses tratamentos exigem avaliação prévia e aprofundada, feita por profissionais qualificados.

Tratamento

O dentista e o paciente devem desenvolver um plano de tratamento que enfatize a prevenção e a detecção precoce de doenças bucais, para ajudar a manter os outros dentes. As estratégias de prevenção e detecção incluem a educação do paciente sobre causas, consequências e tratamentos da perda dentária. Para isso, é importante adotar práticas preventivas de saúde bucal, bem como tratamento terapêutico.

Já a substituição dos dentes perdidos é possível com os seguintes procedimentos:

  • próteses parciais, que preenchem os espaços criados pela ausência de dentes e impedem que os dentes remanescentes se movimentem. Para quem perdeu a maioria ou todos os dentes, o recomendado é usar próteses totais ou completas;
  • pontes dentárias, que preenchem as lacunas com dentes falsos;
  • implantes dentários, que são raízes dentárias artificiais anexadas à mandíbula para garantir dentes de substituição, ponte ou dentadura. São usados principalmente após a extração de estruturas dentais danificadas.

A perda de dentes não precisa ser um problema para a vida toda. Há variadas soluções disponíveis, incluindo alternativas que proporcionam bem-estar em longo prazo. A melhor coisa a fazer nesses casos é visitar um dentista de confiança para conversar e descobrir qual é a opção certa para você.

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