Você sabia que em 11 de outubro celebramos o Dia Mundial de Prevenção à Obesidade? A data busca conscientizar à população e promover o debate esta doença crônica, apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo.

Segundo a OMS, cerca de 2,3 bilhões de adultos deverão estar com excesso de peso em 2025, sendo mais de 700 milhões com obesidade (explicaremos ainda neste artigo a diferença entre ambos os casos).

No Brasil, em função da data, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) lançam este ano a campanha “Obesidade, eu trato com respeito”, cujo principal foco é o combate à obesidade infantil.

A campanha: a ideia de tratar o assunto com seriedade, respeitando quem tem obesidade, buscando as melhores práticas para atendê-lo e deixando de lado dietas e remédios milagrosos.

Para a data, serão realizadas ações de conscientização em diversas regiões do país, além da disponibilização de um folder informativo sobre a doença, que dará suporte aos profissionais de saúde durante a prevenção. Baixe o folder disponibilizado pela SBEM.

Causas de consequências da obesidade

A obesidade é uma doença crônica, que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no corpo, causado na maioria das vezes pelo consumo de calorias em valor superior ao que é gasto em atividades do dia a dia e na manutenção do organismo.

Em outras palavras: maus hábitos alimentares e uma vida sedentária são comportamentos diretamente associados à obesidade.

Estas causas, no entanto, não são as únicas. Apesar de ser menos comum, a doença também pode ser originada por questões genéticas e disfunções endócrinas. Por isso, na hora de pensar em emagrecer, procure um especialista (o mais indicado é o médico endocrinologista).

Complicações: a doença não traz apenas problemas estéticos: ela reduz a qualidade de vida e pode acarretar graves problemas de saúde como doenças cardiovasculares e diabetes, além de problemas físicos, como artrose, artrite, cansaço e refluxo gastresofágico.

Obesidade infantil

Estudo da Organização Pan-Americana de Saúde mostra que a prevalência de obesidade infanto-juvenil no Brasil subiu 240% nas últimas duas décadas, um número alarmante que, se não enfrentado, irá se refletir no índice de obesidade entre adultos no futuro.

As causas mais comuns são as mesmas da obesidade na fase adulta. Por isso, é necessário investir em reeducação alimentar e, principalmente, em atividades físicas, como brincadeiras ao ar livre e em grupos, que ajudam no gasto calórico e aumentam a socialização da criança.

Diagnóstico da obesidade

Em adultos: a obesidade é diagnosticada através do Índice de Massa Corporal (IMC), calculado da seguinte forma: divide-se o peso (em Kg) do paciente pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado. Veja como funciona com o exemplo de uma pessoa com 1,74 metros e 84 quilos:

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Exemplo: 84 Kg / (1,74m)2 = 84 / 3,0276 = 27,7

De acordo com o padrão da OMS, indicado abaixo, este índice indica sobrepeso.

  • Entre 18,5 e 24,9: o peso é considerado normal;
  • Entre 25,0 e 29,9: a pessoa está com sobrepeso;
  • De 30,00 em diante: a pessoa é considerada obesa.
  • Acima de 40,00: a obesidade já é considerada mórbida.

 

Em crianças: para saber se o peso está normal, usa-se o escore-z do IMC, que indica a posição relativa do IMC dela entre as crianças da mesma idade e sexo.

Para fazer este cálculo, recomendamos usar a ferramenta disponibilizada no portal da ABESO.

Prevenindo a Obesidade

Não existe fórmula mágica. A pessoa precisa realizar atividades físicas e alimentar-se adequadamente, privilegiando vegetais e frutas em detrimento de alimentos ricos em gordura e açúcar. Isto vale para todas as faixas etárias, inclusive crianças.

Tratamentos

Não existem milagres. A forma mais eficiente de perder peso ainda é equilibrar o consumo e o gasto de calorias, alimentando-se adequadamente e praticando atividades físicas. No entanto, é preciso tomar cuidado com a expectativa de perder muito peso rapidamente.

Cuidado: a redução da massa corporal deve ser associada a mudanças no estilo de vida – e não a dietas milagrosas. O ideal é perder o peso aos poucos e conseguir mantê-lo, de preferência com acompanhamento profissional.

Em alguns casos mais graves, porém, os médicos podem identificar a necessidade de um tratamento clínico urgente para redução de peso. Isto pode ocorrer em pacientes que têm apneia do sono, diabetes mellitus tipo dois, arteriosclerose, entre outros.

Cirurgia bariátrica: os médicos também podem recorrer a esta cirurgia nos casos em que o IMC do paciente ultrapassa os 35 pontos e ele não tenha obtido sucesso na perda de peso com outros tratamentos. Conheça os mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica em nosso blog.

 

Saiba mais

No site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabiologia, você encontra diversos textos sobre o assunto que serviram como fonte para a elaboração deste artigo,

Dia Internacional de Prevenção à Obesidade
Prevenção e tratamento da obesidade infantil
10 coisas que você precisa saber sobre obesidade

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