Alimentar crianças é uma das tarefas mais árduas e importantes atribuídas aos pais. Além do desafio no dia a dia com os próprios pequenos, conseguir oferecer um cardápio equilibrado em meio a mil ideias que circulam por aí não é nada fácil.

De fato, são inúmeras as opiniões sobre o que se deve (ou não) dar de comer. Quando ocorre um conflito de gerações, então, a cabeça dos pais dá um nó. Quem nunca ouviu frases como “no meu tempo era desse jeito”, ou “você cresceu tão bem comendo de tudo”?

Nas últimas décadas, com o advento da internet, mitos sobre a alimentação tornaram-se cada vez mais comuns. Por isso, é importante desmistificar algumas “verdades absolutas”, saber o que realmente faz bem e aplicar a regra mais importante: o equilíbrio e o bom senso.

Neste post, contribuímos para o esclarecimento do tema reunindo alguns mitos e verdades muito comuns no dia a dia de pais e mães. Ao final, você encontra links para outros posts interessantes relacionados ao assunto.

– Beterraba “in natura” ou em suco combate a anemia

Mito. Uma xícara de beterraba ralada possui apenas 0,8 ml de ferro, mineral essencial à saúde cuja falta causa anemia. Pediatras indicam, no caso da doença em crianças, o consumo diário de cinco ml por quilo durante cerca de três meses.

Compare: um bife de fígado pequeno tem, em média, 8,5 ml desse nutriente.

– Cenoura faz bem para a visão

Verdade: essa vem de gerações antigas e continua firme. A cenoura contém grande quantidade de betacaroteno, substância que, além de ser antioxidante, converte-se em vitamina A, um importante aliado da visão.

Consumir betacaroteno ajuda a proteger a córnea e as estruturas que compõem o olho, melhorando significativamente o ressecamento e algumas conjuntivites inflamatórias, além de poder contribuir para reduzir a incidência de catarata.

 

– Margarina é mais saudável do que manteiga

Mito. Na produção de margarina, o óleo vegetal é hidrogenado, o que faz com que a gordura insaturada se converta em gordura trans, prejudicial à saúde. Já a manteiga, que é de origem animal, não passa por esse processo – e sua gordura é saturada.

Portanto, quando o consumo é moderado, a manteiga é mais recomendada para crianças.

 

– Bebês e crianças devem comer frutas sem casca

Mito. A casca da fruta é rica em fibras e nutrientes. A pectina da maçã, por exemplo, só é ingerida quando se come a fruta com a casca. Mas atenção: toda fruta deve ser muito bem lavada antes do seu consumo, principalmente na infância.

Dica: como os agrotóxicos das frutas e verduras produzidas de forma tradicional se concentram nas cascas, prefira os alimentos orgânicos.

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– A criança deve comer tudo batido enquanto não tiver dentes

Mito. Muitas crianças têm seus primeiros dentes por volta dos seis meses. Já em outras eles podem surgir aos nove, doze ou mesmo quinze meses, sem que isso represente necessariamente um problema.

Por outro lado, a partir dos seis meses a criança já pode comer alguns alimentos além de leite e purés, como pedaços de pão mole, pedacinhos de banana, entre outros. Para estes alimentos de mastigação fácil a criança utiliza as gengivas, não os dentes.

 

– A carne vermelha é essencial para o crescimento das crianças

Verdade. Ela é uma importante fonte de proteínas, gordura e zinco. Contra anemia, então, ela é incomparável – é riquíssima em ferro-heme, ou ferro orgânico, que é muito mais bem aproveitado pelo corpo do que o mineral presente nos vegetais.

Por tudo isso, a carne vermelha deve ser consumida ao menos três vezes por semana. O frango e o peixe até são bons substitutos, mas, se a questão é ferro, eles não contêm a mesma quantidade.

 

– Leite fermentado ajuda a combater a diarreia

Verdade. Os famosos lactobacilos, presentes nos leites fermentados, competem com as bactérias nocivas no organismo, modificando e colonizando a flora intestinal com germes benéficos.

O consumo desse tipo de bebida, portanto, pode mesmo diminuir a duração da diarreia.

 

– Crianças devem evitar peixe cru

Depende. Até dois anos, não é recomendável oferecer peixes crus às crianças. A partir dessa idade, apesar de não haver consenso absoluto entre os médicos, pediatras costumam liberar o consumo, recomendando a preferência por restaurantes confiáveis e com higiene excelente.

Uma boa dica é verificar se o estabelecimento tem o certificado sanitário, o que garante a procedência e a qualidade do pescado.

 

– Crianças obesas não se tornam adultos obesos

Mito. Estudos científicos mostram que cerca de 70% das crianças obesas tornam-se adultos obesos e com maior tendência para hipertensão, infarto, diabetes etc.

Diante disso, dados apresentados em estudo do Ministério da Saúde com jovens entre 15 e 17 anos são preocupantes: 25% dos participantes apresentam sobrepeso e 8,5% são obesos, enquanto 70% das meninas e 55% dos meninos são sedentários.

Leia tambéminfarto em jovens é mais comum do que você imagina.

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