Mau hálito, ou halitose, é um sintoma muito comum, raramente percebido por quem está sofrendo do problema, principalmente por que as pessoas têm grandes dificuldades em falar sobre o assunto.

Em muitos casos, ainda que a pessoa saiba que tem mau hálito, ela pode ter dificuldades para tratá-lo, uma vez que diversos mitos cercam as suas causas. Muita gente, por exemplo, acredita que ele está relacionado ao estômago, o que é um engano muito comum.

Na verdade, a maioria dos casos de mau hálito, cerca de 90%, tem a ver com problemas originados no ambiente bucal. Os demais casos estão relacionados a questões de outras partes do organismo, sendo muito raro que o estômago seja a causa do problema.

Mau hálito não é uma doença

A halitose, na verdade, é um sintoma que indica alguma alteração orgânica, podendo esta ser fisiológica, patológica, ou até mesmo uma questão de higiene.

O mau hálito, portanto, não é uma doença, mas um sinal de que algo no organismo não vai bem, indicando um desequilíbrio que precisa ser diagnosticado e tratado.

Conhecido popularmente como bafo, o problema é ao mesmo tempo constrangedor e comum. Estima-se que cerca de 40% dos brasileiros sofrem de halitose, sendo a maior incidência entre os idosos.

Conheça as doenças mais comuns causadas pela má higiene bucal

A principal causa do mau hálito

Como já citado, estima-se que os fatores bucais contribuam com cerca de 90% dos casos de mau hálito, sendo a maior parte, de acordo com estudos desenvolvidos na Universidade de Michigan (EUA), originária da parte posterior da língua, no fundo da cavidade oral.

Entenda: essa região, além de receber um fluxo menor de saliva, contém um grande número de criptas, sendo um lugar ideal para acúmulo de alimentos, restos celulares e a proliferação de bactérias (que, por sua vez, liberam substâncias ricas em enxofre, a fonte do mau hálito).

Nesses casos, a língua fica esbranquiçada ou amarelada, fenômeno conhecido como saburra lingual.

Ressecamento da boca favorece o mau hálito

Como a saliva contém substâncias bactericidas e seu fluxo contínuo ajuda a limpar a cavidade oral, qualquer evento que provoque o ressecamento da boca pode ser causa de mau hálito, como:

  • Jejum prolongado: com o estômago vazio, o corpo pode sofrer de hipoglicemia, situação que favorece o ressecamento da língua;
  • Estresse: um dos sintomas deste fenômeno é o ressecamento lingual.
  • Desidratação: suor excessivo ou ingestão de líquido abaixo do necessário pode provocar o ressecamento da boca.
  • Reação a medicamentos cujo efeito colateral deixa a boca seca.

Importante: as pessoas mais idosas costumam sofrer mais com a halitose por causa da redução da função das glândulas salivares, o que deixa a boca mais seca.

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Outras causas do mau hálito

Ainda na boca, outros fatores muito comuns que podem causar o mau hálito são a má conservação dos dentes, que causa inflamações nas gengivas (como gengivite e periodontite) e, com menor frequência, problemas como excesso de tecido gengival, feridas cirúrgicas, cáries abertas, próteses mal adaptadas e câncer bucal.

Outras causas significativas, que representam até 10% dos casos, têm origem fora da boca, tais como:

  • inflamações nas fossas nasais;
  • processos infecciosos localizados nas amígdalas
  • quadro de diabete não compensado.
  • ingestão de alimentos capazes de alterar o hálito, como alho, cebola etc.

Observação: é muito raro que o estômago ou outras partes do aparelho digestivo estejam envolvidos na halitose. Quando ocorre, a maior parte dos casos se dá em razão de refluxo gastresofágico e de constipação intestinal.

Dicas para controlar o mau hálito

Uma vez identificadas as causas do mau hálito, prevenir-se contra ele fica mais fácil. Na maioria dos casos, você pode evitar sofrer com ele recorrendo a pequenos hábitos.

  • Escove a parte de trás da língua com delicadeza, removendo apenas a camada de muco, ou saburra. O uso de aparelhos próprios para este fim é indicado;
  • Procure tomar um bom café da manhã para limpar a cavidade oral e manter um fluxo adequado de saliva;
  • Alimente-se em intervalos menores;
  • Mantenha a boca úmida: para tanto, beba bastante água;
  • Mantenha uma higiene oral adequada, escovando os dentes e passando o fio dental regularmente.

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Caso o problema persista mesmo com os cuidados acima, um dentista poderá ajuda-lo no tratamento. Por essa razão, reforçamos a necessidade de procurar este profissional regularmente. Caso isso seja feito, o problema poderá ser tratado preventivamente.

Importante: caso o dentista não identifique as causas, será necessário procurar a orientação de um médico.

Saiba mais

Portal Mau Hálito

Portal Drauzio Varella

UOL

Portal minhavida.com

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