Lábio leporino: você já ouviu falar dessa condição?

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Algumas condições, apesar de serem relativamente comuns, ainda causam certa estranheza em boa parte da população. Uma delas é o lábio leporino. Essa condição pode afetar várias espécies de animais, além de nós, seres humanos. Por isso, vale a pena batermos um papo sobre ela.

O lábio leporino é caracterizado por uma espécie de fenda localizada acima da boca do bebê — no espaço entre os lábios e o nariz, local do bigode. Além das questões estéticas, essa condição pode gerar problemas importantes para o desenvolvimento do recém-nascido, como impedi-lo de mamar corretamente.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, vem com a gente! Nos próximos tópicos, conversaremos sobre o que é o lábio leporino, quais são as causas de sua ocorrência, suas consequências e, claro, os tratamentos possíveis para o problema.

O que é o lábio leporino?

Esse é o nome dado a uma malformação congênita (ou seja, que ocorre no desenvolvimento embrionário do bebê e está presente ao seu nascimento) muito comum.

Sua principal característica é a presença de uma fissura (espécie de abertura) na parte superior do lábio, entre o nariz e a boca. Estruturas como a gengiva também são afetadas. Em alguns casos, o lábio leporino é acompanhado de uma fenda palatina — uma abertura que acontece no céu da boca. No entanto, nem sempre esse é o caso.

Quais são as causas do lábio leporino?

As causas desse problema ainda não são muito bem determinadas. No entanto, pesquisas e observações dos pacientes acometidos nos mostram que podem existir uma relação entre a sua presença e:

  • fatores genéticos (hereditariedade);
  • exposição da mãe a elementos radioativos;
  • uso de certos medicamentos;
  • deficiências nutricionais durante a gestação, como o ácido fólico;
  • uso de substâncias nocivas, como o álcool e o cigarro, durante a gravidez.

É possível prevenir esse problema?

A prevenção do lábio leporino ainda é um assunto controverso e sem grandes evidências reais de funcionar. No entanto, algumas boas práticas se mostram promissoras nesse objetivo, como:

  • evitar cigarro e bebidas alcoólicas durante a gravidez;
  • fazer um pré-natal cuidadoso;
  • ter uma boa alimentação na gestação;
  • Usar os suplementos indicados pelo médico de maneira correta.

De qualquer maneira, ainda que essas atitudes não surtam efeito como prevenção para o lábio leporino em seu bebê, elas serão extremamente benéficas para que o desenvolvimento dele ocorra com saúde.

Lembrando que, a princípio, a condição não causa nenhum perigo ao desenvolvimento do bebê enquanto ele está no útero.

Como é feito o diagnóstico do lábio leporino?

Agora, falaremos sobre o diagnóstico dessa condição. Nesse contexto, a ultrassonografia é utilizada como ferramenta primordial. Nos exames de rotina, é possível identificar se a junção das estruturas da face do bebê ocorreram adequadamente ou não. O diagnóstico se dá por volta da 20ª semana de gestação, mas varia de caso para caso.

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Um diagnóstico precoce ajuda os pais a se habituarem à questão, tendo a oportunidade de tirar todas as dúvidas sobre o caso antes do nascimento. Além disso, evita surpresas na hora do parto e faz com que o planejamento do tratamento seja muito mais tranquilo e eficiente.

Que consequências podem ser geradas pelo lábio leporino?

Agora que já sabemos o que pode causar essa questão, é importante entendermos as maneiras como ela pode afetar a vida da criança acometida. Elas são:

  • dificuldade respiratória;
  • problemas no canal auditivo;
  • perda da audição;
  • má formação dos dentes;
  • dificuldades para se alimentar;
  • atraso no desenvolvimento;
  • problemas com a autoestima.

Vale a pena ressaltar que nem todos os casos apresentarão essas consequências. Tudo isso dependerá muito de uma série de fatores. Problemas na fala, por exemplo, normalmente estão relacionados com as fissuras no palato, ou seja, no céu da boca. Os dentes só costumam ser acometidos quando a fenda se estende até a área da gengiva, e assim por diante.

Por isso, um acompanhamento feito por profissionais de diversas áreas é fundamental para garantir que todo o desenvolvimento da criança será atingido da forma desejada e adequada!

Quais são as principais recomendações para quem tem lábio leporino?

Se o seu bebê foi diagnosticado com lábio leporino, é comum que você tenha muitas dúvidas. Ainda mais considerando todas as suas possíveis complicações. Sendo assim, temos algumas recomendações, como:

  • invista em um bom plano odontológico. Ele será determinante nos cuidados com a dentição do bebê durante os primeiros meses, trazendo mais qualidade de vida;
  • escolha um dentista qualificado para lidar com o seu filho. Um odontopediatra é uma ótima escolha;
  • priorize também a escolha de outros profissionais devidamente capacitados, montando uma equipe preparada para acompanhar a criança ao longo de sua vida;
  • tire todas as suas dúvidas com o médico a respeito do aleitamento, de modo que seu filho tenha uma alimentação completa;
  • pesquise bastante sobre o assunto, antes e depois do nascimento. Você verá que essa é uma questão comum e facilmente resolvida.

De que forma essa condição pode ser tratada?

O tratamento para o lábio leporino (e para a fenda palatina) é cirúrgico. Esse é um procedimento relativamente simples, responsável por trazer segurança e qualidade de vida ao bebê.

No entanto, o tratamento é longo e demora para ser consolidado. Ele só é definitivamente terminado aos 18 anos da criança, quando toda a estrutura óssea é finalizada. Além disso, mais de uma operação pode ser necessária visando aos “retoques finais” na primeira intervenção. Esta, por sua vez, é suficiente em alguns casos.

A criança precisará de acompanhamento de vários profissionais ao longo de sua vida, até receber alta definitiva. Além do médico e do dentista, profissionais como psicólogos, nutricionistas e fonoaudiólogos também costumam fazer parte desse time.

Conseguimos responder as suas dúvidas sobre o lábio leporino? Esse é um problema congênito comum e que, felizmente, tem uma resolução bastante eficaz. O procedimento cirúrgico é fundamental para o bem-estar e a qualidade de vida do bebê afetado e é considerado simples e muito seguro.

Conhecer os problemas, as suas causas e os tratamentos é essencial para que possamos nos prevenir e nos cuidar melhor. Se quiser mais informações e posts como este, nos siga em nossas redes sociais: Facebook, YouTube e LinkedIn. Até a próxima!

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