O infarto (ou ataque cardíaco) em jovens é bem menos frequente do que nos mais idosos, sobre isso não há dúvidas. Mas engana-se quem acha que ele é uma exclusividade dos mais velhos. Isso porque esse mal costuma ser mais perigoso e atingir cada vez mais gente dessa faixa etária.

Dados do Ministério da Saúde mostram que em 2013 houve um aumento de 13% no número de infartos entre adultos de até 30 anos. Esse crescimento sugere que as pessoas nessa fase da vida estão cada vez mais expostas aos fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Outra pesquisa, também realizada pelo Ministério da Saúde, mostra que essa conclusão está correta: os jovens estão mesmo se alimentando muito mal, e cada vez mais sedentários – dois comportamentos, aliás, que aumentam muito as chances de eventos como o infarto.

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Além disso, o ataque cardíaco em pessoas mais jovens representa, sim, maior risco de morte quando comparado com os mais velhos, e tem como agravante o fato de causar prováveis limitações para o resto da vida.

Neste artigo, você vai entender as causas do aumento da incidência de infarto entre os jovens e por que, afinal, ele é mais arriscado para eles. Vamos lá?

Principais causas do infarto entre os jovens

Os principais fatores de risco são os mesmos quando comparamos com outras faixas etárias: sedentarismo; estresse; obesidade; diabetes; tabagismo; hipertensão; colesterol fora de controle; e histórico familiar da pessoa.

O problema é que muitos desses fatores estão cada vez mais presentes na vida das pessoas com menos de 40 anos – e são apontados como os grandes responsáveis pelo aumento das estatísticas.

Estudo feito pelo Ministério da Saúde com 75 mil estudantes entre 12 a 17 anos, de escolas públicas e privadas, releva essa tendência entre os mais jovens, o que representa um cenário nada animador também para o futuro:

  • 25% dos participantes apresentam sobrepeso, enquanto 8,5% são obesos;
  • 70% das meninas e 55% dos meninos são sedentários (se exercitam menos de 300 minutos por semana);
  • 20% dos jovens de cidades médias e grandes estão com colesterol LDL acima do recomendável;
  • Quase 50% desse mesmo grupo apresenta baixos níveis do colesterol bom (HDL), responsável por remover a gordura das paredes das artérias;
  • 80% exageram no consumo de sódio e 50% têm carência de cálcio, fósforo e vitaminas (o que indica alto consumo de bebidas açucaradas e alimentos processados).

Os resultados dessa pesquisa significam que os adolescentes brasileiros, se não corrigirem seus hábitos, deverão se tornar adultos propensos a desenvolver doenças coronarianas, como o infarto, além de diabetes e outros males.

Drogas: um risco a mais

Outro fator, esse mais comum entre jovens (infelizmente), é o uso de drogas ilícitas. Em pessoas com até 35 anos, especialistas notam que um grande número de casos é ocasionado pelo uso de substâncias como a cocaína, ecstasy e seus derivados.

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Sintomas e consequências

Os sinais de um ataque cardíaco em jovens são mais evidentes, preponderando uma dor no peito que irradia para os braços; sudorese fria; náuseas; e vômitos. Nos idosos, esses sintomas nem sempre são tão explícitos.

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A intensidade do sintoma, aliás, é diretamente proporcional a seus riscos. Afinal, o infarto em jovens é mesmo mais grave. Alguns até dizem que é fatal, o que é um tanto exagerado. E você, sabe o motivo?

Isso acontece porque o coração de um jovem tem muito mais dificuldades de “lidar” com o acúmulo de placas de gordura na parede das artérias (aterosclerose) do que o de um idoso.

Entenda: com o passar dos anos, o próprio organismo cria um mecanismo de defesa contra essas placas, formando pequenos vasos que crescem ao redor dos maiores, garantindo o escoamento de sangue em caso de entupimento. Em um coração jovem, esse caminho alternativo simplesmente não existe.

Segundo especialistas, além de maior risco de morte, o infarto é mais grave em jovens porque eles estão sujeitos à redução da expectativa e ao comprometimento de sua qualidade de vida.

Jovens também precisam se prevenir

Além de adotar um estilo de vida saudável, que leve em conta a redução dos fatores de risco para doenças cardiovasculares, as pessoas precisam, desde a juventude, entender a importância de realizar exames médicos periódicos.

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De maneira geral, os médicos indicam a realização desses exames já a partir dos 18 anos, sendo o check-up completo uma necessidade a partir dos 40 anos.

De uma maneira ou de outra, o fundamental é que cada um compreenda que, na maioria das vezes, ter uma vida saudável e plena depende mais das atitudes de cada um do que de fatores externos. Por isso, não deixe para depois e comece a cuidar da sua saúde hoje.

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