Recentemente, postamos aqui no blog um texto sobre as possíveis causas do sangramento gengival, cuja principal causa é a gengivite. Agora, por causa da alta incidência desta doença, que tem mais de mais de dois milhões de casos diagnosticados por ano só no Brasil, decidimos dedicar uma atenção especial.

Neste post, você vai entender o que é a doença, suas causas e sintomas, bem como suas consequências, tratamentos e formas de prevenção.

O que é a gengivite

De maneira simplificada, a gengivite é uma inflamação que provoca danos na gengiva e que, tratada corretamente, não costuma ter consequências graves.

Apesar disso, é preciso ter muita atenção com a doença, uma vez que ela pode evoluir para quadros mais graves, como a periodontite, que compromete todos os tecidos ao redor do dente.

Principais causas da gengivite

Na maioria das vezes, a gengivite é resultado do acúmulo da placa bacteriana, uma fina película formada por bactérias, muco e resíduos de comida, que adere à superfície dos dentes e se deposita no sulco gengival.

Esta placa, quando não é removida, começa a irritar a gengiva, favorecendo o aparecimento da doença. Além disso, em alguns casos, a placa se transforma em um depósito duro, o tártaro, e fica presa no dente. Como consequência, as gengivas ficam ainda mais irritadas, e a remoção, mais complicada.

Desta forma, é correto afirmar que a gengivite costuma ser causada pela ausência de uma higiene dental adequada, que deveria incluir a escovação dos dentes, o uso do fio dental, além de visitas regulares ao dentista.

Importante: outros fatores também podem elevar o risco de inflamação da gengiva.

  • Escovação com força excessiva, ou limpeza vigorosa com fio dental
  • Dentes desalinhados;
  • Tabagismo (sempre ele);
  • Aparelhos ou dentaduras mal encaixados ou com higiene inadequada;
  • Baixa produção de saliva;
  • Reação a certos medicamentos;
  • Exposição a metais pesados como o chumbo e o bismuto.

Outras causas

São comuns episódios de gengivite na puberdade, na gravidez, na menopausa e durante a menstruação. Isso é explicado pelas diversas alterações hormonais que ocorrem nessas fases da vida. Por isso, atenção aos cuidados de higiene bucal durante esses períodos.

A gengivite ainda pode ainda ser uma manifestação associada a diversas doenças, como herpes labial, diabetes, epilepsia, AIDS e leucemia.

Consequências da gengivite

Se a placa não for removida diariamente por meio de uma boa higiene bucal, o processo inflamatório é intensificado, criando as condições para o surgimento do tártaro e, o que é mais grave, para a formação da bolsa periodontal (um tipo de inchaço do sulco gengival), que avança para baixo da gengiva, afastando-a dos dentes.

Nesta fase da doença, cujo nome é periodontite, os ossos e as fibras de sustentação que mantêm os dentes ficam expostos, geralmente se infecionam, e podem ser seriamente danificados.

Como consequência, os dentes podem mudar de lugar ou ter suas estruturas abaladas, afetando a mordida. Em alguns casos, a pessoa pode ainda perder ou ter que extrair um ou mais dentes.

Em alguns casos mais graves, a doença pode evoluir para um quadro de endocardite bacteriana. Isso ocorre quando as bactérias instaladas nas bolsas periodontais se espalham pela corrente sanguínea e se alojam nas válvulas cardíacas, comprometendo o funcionamento do coração.

Sintomas da gengivite

A gengivite não costuma provocar dor, e seus principais sintomas são:

  • gengivas vermelhas, inchadas e dilatadas;
  • gengivas sensíveis ou que sangram facilmente;
  • dentes soltos ou doloridos;
  • gengiva que se separa ou se afasta dos dentes;
  • secreção de pus ao redor dos dentes e na bolsa gengival;
  • mau hálito constante, ou halitose.

Periodontite: quando a gengivite evolui, esses sintomas se intensificam, o mau hálito se torna persistente, o paladar fica alterado e os dentes parecem mais longos por causa da retração gengival. A dor, no entanto, não é um sinal da periodontite.

Prevenção e tratamento

A melhor forma de prevenir o surgimento da gengivite é manter uma correta higiene bucal, além de fazer consultas regulares ao dentista.

Mesmo que a doença se manifeste, uma escovação correta associada ao uso do fio dental costuma ser suficiente para revertê-la (em seus estágios iniciais).

Quando há acúmulo de tártaro ou a doença evolui para a periodontite, no entanto, apenas o dentista poderá realizar o tratamento, utilizando técnicas como raspagem no contorno da gengiva, alisamento da raiz e polimento dos dentes. Em casos mais graves, o dentista pode precisar recorrer a antibióticos ou até mesmo a uma cirurgia periodontal.

Por tudo isso, não deixe a gengivite complicar sua vida até este ponto. Vá regularmente o consultório do seu dentista, realize uma higiene bucal caprichada e fique bem longe desta incômoda doença.

Saiba mais

Portal Minha Vida

Portal Dr. Drauzio Varella

Portal Colgate: sobre a gengivite

Portal Colgate: fases da gengivite

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