Está com ferida na boca? Saiba por que procurar por ajuda

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Quase todo mundo já teve algum tipo de ferida na boca, sendo esse um problema comum ao longo da vida. Tais lesões podem aparecer em qualquer um dos tecidos moles da região, incluindo lábios, bochechas, gengivas, língua e piso ou céu da boca. Também podem ser desenvolvidas feridas no início do esôfago, o tubo que leva ao estômago.

Uma lesão bucal pode ser bastante incômoda e dolorosa, dificultando simples ações diárias, como comer, conversar e engolir. Muitas vezes, essas complicações estão relacionadas com o estilo de vida e os hábitos de higiene bucal do indivíduo. Por isso, é importante fazer a higienização bucal corretamente.

Se você está sofrendo com esse problema e tem dúvida sobre se deveria ou não buscar ajuda, a seguir, explicaremos um pouco a respeito das feridas na boca, suas causas e como cuidar, além de mostrarmos por que é importante tratar delas. Boa leitura!

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Sintomas associados à ferida na boca

Na maioria dos casos, as feridas na boca causam vermelhidão, inchaço e dor, principalmente quando algo toca a região. Elas geram uma sensação de queimação ou formigamento ao redor da área afetada. A depender do tamanho, da gravidade e da localização, dificultam comer, beber, engolir, conversar e até respirar. As feridas também podem desenvolver bolhas, manchas e sangramentos.

Em casos de complicações ou em situações mais graves, os seguintes sintomas podem surgir:

  • diarreia;
  • dores nas articulações;
  • erupções cutâneas;
  • febre;
  • lesões com mais de 1 centímetro de diâmetro;
  • surtos frequentes de feridas na boca.

Principais causas dessas feridas

Diferentes condições podem provocar feridas na boca, desde machucados devido ao uso de aparelho fixo até determinadas doenças. Conheça algumas das causas possíveis!

Herpes

Surge com uma bolha vermelha, dolorosa e cheia de líquido perto dos lábios. O local afetado costuma formigar ou queimar antes de a ferida se tornar visível. A principal causa dessa lesão é um vírus contagioso. Uma vez contraído, esse invasor permanece latente no organismo por anos e pode ser ativado por diversos fatores, ocasionando novamente o surgimento da herpes labial.

Os surtos também podem ser acompanhados por sintomas leves, semelhantes aos da gripe, como febre baixa, dores no corpo, linfonodos inchados e dificuldades para engolir. Para evitar transmissões, é fundamental não compartilhar objetos de uso pessoal.

Aftas

Muito conhecidas, as aftas são pequenas úlceras dolorosas, de formato oval e que costumam aparecer na parte interna da boca, tendo cor vermelha, branca ou amarelada. As principais causas são:

  • alimentos condimentados ou ácidos;
  • dentes quebrados;
  • estresse;
  • fatores genéticos;
  • queimadura na língua.

Entre os sintomas, temos a presença de lesões dentro da boca, incluindo a parte interna de bochechas e lábios, dor e sensibilidade na região. Elas geralmente são inofensivas e se curam sozinhas em algumas semanas. Todavia, úlceras recorrentes podem ser um sinal de outras enfermidades, como doença de Crohn ou celíaca, deficiência de vitaminas e HIV.

Estomatite herpética

A estomatite herpética é uma infecção comum, frequentemente observada em crianças. Similares às aftas, são acinzentadas ou amareladas por fora e vermelhas no centro. Esse problema é causado pelo vírus da herpes simples.

O principal sinal dessa estomatite é a produção de feridas nas gengivas ou no interior das bochechas. Além disso, o problema causa vermelhidão e sangramento das gengivas, dor na boca, irritabilidade, inchaço e febre, podendo levar ao excesso de saliva, mau hálito e dor ao mastigar.

Candidíase oral

Forma pequenas úlceras dolorosas, de formato oval, na parte interna da boca, de cor vermelha, branca ou amarela. A candidíase oral afeta, sobretudo, pessoas com o sistema imune debilitado ou com risco para o crescimento de fungos, como utilização de prótese dentária e má higiene bucal.

Ela é uma infecção fúngica, afetando principalmente as crianças e conhecida como sapinho. Além das manchas brancas, outros sintomas são a ardência e dificuldade para engolir. Úlceras recorrentes podem ser um sinal de outras enfermidades: doença de Crohn ou celíaca, deficiência de vitaminas e HIV, por exemplo.

Doença de mão, pé e boca

É uma doença contagiosa que geralmente afeta crianças menores de 5 anos, sendo causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus, presentes no sistema digestivo e que também provocam as estomatites.

Seus sintomas incluem bolhas dolorosas e vermelhas na boca, língua e gengivas, febre, mal-estar, vômito e falta de apetite. Ocorrem, ainda, manchas vermelhas planas ou elevadas, localizadas nas palmas das mãos e nas solas dos pés, além de manchas nas nádegas ou na área genital.

Gengivite

A gengivite é uma inflamação nas gengivas provocada, na maioria das vezes, por limpeza bucal inadequada. Isso porque, quando a gengiva inflama, as bactérias na placa se acumulam na região. Os sintomas incluem vermelhidão, inchaço, sangramento, aparecimento de placa bacteriana (tártaro), pequenas feridas na boca, sangramento ao escovar, mau hálito e retração gengival.

A gengivite é uma das principais doenças da gengiva. A higiene bucal adequada pode ajudar a prevenir doenças periodontais. Cigarro, má alimentação e estresse tendem a piorar a situação.

Líquen plano bucal

O líquen plano é uma doença inflamatória que provoca o surgimento de lesões brancas ou avermelhadas. A causa é desconhecida, mas, normalmente, não precisa de tratamento. Em caso de dor ou úlceras, pode ser tratado com medicação oral e tópica. Os sintomas mais comuns são:

  • dificuldade de mastigar, falar ou engolir;
  • feridas abertas;
  • inflamação das gengivas;
  • manchas brancas na boca;
  • manchas vermelhas, inchadas e dolorosas;
  • sensação de queimação na região;
  • sensibilidade excessiva.

Leucoplasia

A leucoplasia causa placas brancas e grossas na língua e no revestimento da boca, que podem estar elevadas, duras ou espessas. É mais comumente vista em fumantes. Os principais sintomas são coloração branca acinzentada na língua, manchas que não saem com a escovação, textura irregular e áreas duras ou grossas na língua.

Em geral, é um problema inofensivo, que desaparece por conta própria, entretanto, casos mais graves podem estar relacionados ao câncer oral. Uma boa assistência odontológica consegue avaliar e ajudar a prevenir recorrências.

Língua preta

Essa condição indolor ocorre quando as pequenas elevações da língua crescem e as bactérias que vivem na boca ficam presas — deixando o local preto e, às vezes, com aparência peluda. Entre as causas, estão o uso de antibióticos, a falta de higiene oral, o tabagismo, o consumo excessivo de chá ou café e a produção insuficiente de saliva.

A limpeza correta dos dentes e o uso de um raspador de língua geralmente são tudo que você precisa para tratá-la, embora, algumas vezes, seja necessário tomar medicamentos.

Câncer de boca

Esse câncer afeta qualquer parte da boca ou da cavidade oral, incluindo lábios, bochechas, dentes, gengivas, frente da língua, teto e assoalho da boca. Os principais sinais são úlceras — manchas brancas ou vermelhas — que não cicatrizam. Perda de peso, sangramento na gengiva, dor no ouvido e gânglios linfáticos inchados no pescoço são outros sintomas.

As causas podem incluir tabagismo, excesso de álcool, superexposição ao sol e histórico familiar. Também vem sendo associado ao papilomavírus humano, ou HPV. O câncer bucal detectado precocemente é tratável e, na maioria dos casos, curável.

Como cuidar das lesões bucais

Pequenas feridas, normalmente, desaparecem dentro de 10 a 14 dias, mas podem durar até 4 semanas. Algumas soluções caseiras simples ajudam a reduzir a dor e acelerar o processo de cicatrização, como:

  • evitar alimentos quentes, condimentados, salgados, cítricos e com alto teor de açúcar;
  • não tocar ou apertar as feridas e bolhas;
  • eliminar o uso tabaco e álcool.

Além disso, comer alimentos naturais e saudáveis favorece o organismo com vitaminas e minerais que ajudam no processo de cicatrização. Existe, também, uma ligação entre surgimento de aftas e feridas e a baixa ingestão de ferro e vitaminas do complexo B.

Lembre-se de incluir em sua alimentação legumes, frutas, ovos, grãos inteiros e carnes magras para obter esses nutrientes. Evite o consumo de muitos alimentos ácidos. Por fim, adicionar iogurte natural às refeições é uma boa dica, já que os probióticos são úteis para manter o sistema digestivo saudável, prevenindo lesões bucais.

Papel da higiene na lesão bucal

Comumente, uma lesão bucal está associada a má higienização da boca. Muitas vezes, o estilo de vida do paciente e falta de hábitos de limpeza na boca, no dente e na gengiva criam um espaço propício para o surgimento dessas feridas.

Escovar os dentes de maneira correta e regularmente durante o dia, usar fio dental e evitar alimentos prejudiciais à saúde da boca é uma maneira bastante simples e eficiente de prevenir que aftas e outras lesões apareçam na região.

De maneira geral, o aparecimento dessas lesões não é algo muito preocupante, porém, é preciso ficar atento aos sintomas e às possíveis complicações que podem aparecer, evitando que o quadro se torne grave.

No entanto, é preciso ficar de olho. Qualquer ferida que persista por mais de uma semana deve ser examinada por um dentista. Algumas vezes, o profissional pode até recomendar a realização de uma biópsia para conhecer as causas e eliminar possibilidades de doenças sérias.

Importância de buscar ajuda

Normalmente, sozinhos, conseguimos identificar uma lesão bucal. Todavia, ao visitar um dentista de confiança, ele fará uma avaliação detalhada e, se necessário, prescreverá medicamentos para dor ou anti-inflamatórios.

Durante a visita, o profissional realizará um exame completo da sua boca, sua língua e seus lábios. Caso as lesões sejam em decorrência de uma infecção viral, bacteriana ou fúngica, depois do diagnóstico, que poderá ou não depender de exames, ele fornecerá recomendações para tratar o problema.

Existem muitas causas para o surgimento de uma lesão bucal. Quando surgem, as feridas geralmente são dolorosas e podem dificultar as atividades cotidianas, como escovar os dentes e comer. Contudo, na maioria das vezes, elas desaparecem sozinhas, mas é possível que demandem tratamento médico.

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