Ginecologia é a especialidade médica que estuda a fisiologia e trata as doenças do sistema reprodutor feminino, que compreende o útero, vagina, ovários e tubas uterinas.

Seu significado literal é “a ciência da mulher”. Na à toa, a maioria dos ginecologistas (médicos especializados na área) também é obstetra. Ou seja, cuidam da gestação, do desenvolvimento do feto, além de prestar assistência à mulher nos períodos da gravidez e pós-parto.

Quando consultar um ginecologista

Especialistas recomendam que a primeira visita ao ginecologista seja feita logo após as primeiras menstruações. Isso é muito importante porque ele é alguém capaz de sanar, de forma correta e esclarecedora, as dúvidas das pacientes.

Caso a pessoa não tenha ido nesse primeiro momento, é muito importante que visite o ginecologista quando estiver iniciando sua vida sexual.

Ele irá apresentar os métodos contraceptivos, indicar aquele mais adequado de acordo com a paciente, além de desvendar alguns mitos que povoam a cabeça das jovens.

É recomendável também que a mulher realize consultas regulares durante toda a vida, busque ajuda em caso de problemas de fertilidade, realize acompanhamento durante a gravidez, no pós-parto e na menopausa.

Principais doenças tratadas pelo ginecologista

Existem diversas doenças que acometem o sistema reprodutor feminino. Conheça abaixo algumas das mais comuns, suas causas e sintomas.

1. Candidíase: Infecção causada por um fungo, Cândida ou Monília, que já pode estar na flora vaginal. Assim, quando a resistência do organismo cai, pode ocorrer a multiplicação do fungo e a manifestação do sintoma: um corrimento espesso e esbranquiçado, acompanhado geralmente de irritação no local.

2. Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST): são aquelas transmitidas através do contato sexual, cujo contágio se dá, principalmente, pelo não uso de preservativos. Algumas das DSTs mais comuns são:

  • Gonorreia: infecção causada por bactérias, cujos são sinais variam, desde a ausência de sintomas, até vários tipos de corrimento amarelados e com odor forte.
  • Sífilis: outra infecção causada por bactéria cujo principal sintoma é uma pequena ferida (úlcera) em um dos órgãos genitais, que surge de 20 a 30 dias após o contato sexual.
  • Herpes genital: causada por vírus, esta doença causa pequenas bolhas que se rompem e causam ardência ou queimação – e cicatrizam sozinhas. O contágio sexual só ocorre quando as bolhas estão no pênis, vagina ou boca.
  • HPV: causada por um vírus que vive na pele e nas mucosas dos seres humanos, tais como vulva, vagina, colo de útero e como não há sintoma aparente, para identificar o HPV é preciso realizar exames de diagnóstico como Papanicolau, peniscopia, colposcopia e exame de sangue.
  • Tricomoníase: infecção genital causada por protozoários. Nas mulheres, os sintomas costumam iniciar durante ou após a menstruação, e incluem: corrimento amarelado ou amarelo-esverdeado, coceira, odor forte, entre outros.
  • Outras doenças sexualmente transmissíveis: cancro mole (ou bubão), crista de galo e clamídia.

3. Endometriose: doença caracterizada pela presença do endométrio, tecido que reveste o interior do útero, fora da cavidade uterina, em outros órgãos da pelve, como trompas, ovários, intestinos e bexiga.

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Trata-se de uma doença difícil de ser diagnosticada por meio de exames físicos em consultas de rotina. Atualmente, os exames de imagem, combinados com exames laboratoriais, são os mais adequados para confirmar a doença.

4. Infecção urinária: também tratada pelo urologista, é causada pela presença anormal de microrganismos no trato urinário. As principais formas de transmissão são a relação sexual e a presença das bactérias que migram do trato gastrointestinal para a bexiga.

Essa doença possui dois tipos: a cistite (infecção na bexiga) e pielonefrite (no rim). Os principais sintomas são: ardor durante a micção, aumento da frequência urinária, sangue na urina, entre outros.

Miomas: são tumores benignos do útero, causadas por uma desordem hormonal que forma nódulos nesse órgão. Geralmente, localizam-se no trato genital e possuem uma coloração esbranquiçada com consistência firme.

O hormônio estrogênio é o principal causador dos miomas. Por isso, a maior incidência da doença ocorre no período máximo da fertilidade feminina.

Sintomas: a maioria das mulheres não os apresenta e, quando surgem, ocorrem apenas em estágios mais avançados da doença. Por isso, a doença é identificada por meio de exames regulares, como ultrassom e exame ginecológico.

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