Endocardite bacteriana: entenda quais são as causas e os sintomas

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Sabia que o descuido com os hábitos de higiene bucal pode ocasionar infecções no coração? A endocardite bacteriana é uma doença grave e com alto potencial de complicações, inclusive podendo levar à morte se não for identificada e tratada rapidamente.

São diagnosticados milhares de novos casos da doença todos os anos, mas você pode se prevenir e evitar que esse problema ocorra. Quer saber como?

Neste artigo, você poderá entender melhor o que é a endocardite bacteriana, por que ela ocorre, quais são os sintomas e como é realizado o tratamento. Confira os tópicos abaixo e se previna!

O que é endocardite bacteriana?

Endocardite bacteriana é o nome dado à infecção das estruturas internas do coração, também chamada de endocárdio. Como dissemos, essa doença é grave e tem chances elevadas de mortalidade, devido às complicações geradas por ela — AVC, perda das válvulas cardíacas, infecção generalizada e infarto são alguns exemplos.

Existem dois tipos de endocardite bacteriana, a aguda e a subaguda. A primeira ocorre rápida e progressivamente, gerando sintomas que são percebidos de forma instantânea, enquanto a segunda pode demorar semanas e até meses para ser identificada.

Quais são as causas dessa doença?

O agente infeccioso pode chegar à corrente sanguínea por meio de:

  • infecções dentárias graves;
  • infecções de pele, intestino ou sexualmente transmissíveis;
  • agulhas e cateteres;
  • procedimentos dentais.

Sendo assim, alguns fatores aumentam as chances de que a endocardite bacteriana ocorra, são alguns deles:

  • realização de hemodiálise;
  • colocação de piercings;
  • uso de drogas injetáveis;
  • tratamentos dentários sem antibioticoterapia prévia;
  • uso de dispositivos intracardíacos, como marcapasso ou próteses valvares.

A maioria dos casos tem origem bucal, pois a boca é um local em que há milhões de bactérias. Em apenas 1ml de saliva, por exemplo, existem 150 milhões delas. O número pode ser ainda maior quando existe uma higiene inadequada e formação de placa bacteriana não controlada.

Essas bactérias podem chegar ao endocárdio — uma das camadas protetoras do coração — e inflamar as estruturas internas do órgão, principalmente as válvulas cardíacas, causando a endocardite bacteriana.

Embora a doença geralmente acometa pacientes com doença cardíaca preexistente, ela também pode ocorrer em pessoas com imunidade baixa, problemas mais acentuados como a periodontite e o tabagismo ou que têm sangramentos gengivais crônicos.

Alguns dos procedimentos considerados de risco que podem levar a endocardite bacteriana, quando há uma predisposição, são:

  • os procedimentos dentários que manipulem a gengiva, a mucosa oral ou a região periapical dos dentes;
  • os procedimentos respiratórios nos quais ocorram biópsias ou incisões, como a remoção de amígdalas ou adenoides e a broncoscopia com biópsia.

A realização de procedimentos como a extração dos dentes ou tratamento da gengiva também pode provocar a endocardite, fazendo com que as bactérias presentes na boca cheguem ao coração.

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Por isso, pacientes de risco, que são aqueles com cardiopatia congênita e portadores de lesões valvares, precisam tomar antibióticos uma hora antes de alguns procedimentos dentários.

Quais são os sintomas da endocardite bacteriana?

Como dissemos, existem dois tipos de endocardite bacteriana, cada qual com sintomas distintos, devido à diferença entre a progressão da doença. Veja!

Sintomas da endocardite bacteriana aguda

  • calafrios;
  • falta de ar;
  • febre alta;
  • pontos pequenos de sangramento nos pés e na palma da mão;
  • fraqueza;
  • cefaleia;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • dores abdominais.

Sintomas da endocardite bacteriana subaguda

  • suor noturno;
  • cansaço;
  • falta de apetite;
  • emagrecimento;
  • febre baixa;
  • nódulos pequenos e doloridos nos dedos dos pés e das mãos;
  • rompimento de vasos sanguíneos no céu da boca, no peito, nos dedos das mãos ou dos pés, na parte branca dos olhos e no interior das bochechas.

Ao notar a ocorrência desses sintomas, é recomendado ir ao pronto-socorro o mais rápido possível, uma vez que a endocardite pode levar à morte rapidamente.

Como é feito o diagnóstico da doença?

O diagnóstico costuma ser realizado por meio do ecocardiograma, que identifica se há presença de infecções nas válvulas do coração. O mais indicado é o ecocardiograma transesofágico, feito por via endoscópica e mostrando inflamações menores que poderiam passar despercebidas pelo ecocardiograma transtorácico.

Já o tipo de bactéria que está causando a endocardite é identificado por hemocultura, um exame de sangue capaz de detectar a presença de bactérias circulando na corrente sanguínea.

Qual é o tratamento indicado?

O tratamento para endocardite precisa começar assim que houver uma suspeita dessa infecção. Ele é feito no hospital, pois são administradas altas doses de antibióticos por via venosa durante, no mínimo, quatro semanas. A escolha do antibiótico é baseada no tipo de bactéria detectada pela hemocultura.

O objetivo é evitar lesões nas válvulas cardíacas e complicações maiores. Em casos graves, por exemplo, pode ocorrer destruição dessa estrutura e é preciso realizar uma cirurgia de troca de valvar, implantando uma válvula artificial.

Como prevenir a endocardite bacteriana?

De modo geral, a prevenção deve ocorrer por meio da higiene bucal adequada, escovando os dentes da maneira correta, usando o fio dental e visitando regularmente o dentista, para realizar tratamentos sempre que necessário.

Esse hábito impede que as bactérias possam causar doenças como a periodontite e outros problemas que facilitem a propagação das bactérias na boca. Além disso, tabagistas crônicos, pessoas com piercings bucais e usuários de drogas injetáveis precisam ter um cuidado ainda maior com a saúde bucal.

Em pessoas com propensão a ter endocardite bacteriana, é preciso utilizar antibióticos antes de qualquer procedimento que possa levar a esse problema, como é o caso da extração de dentes e dos tratamentos de gengiva.

Caso note gengivas inchadas, vermelhas, sangrando com frequência, mau hálito e dentes sensíveis, procure um dentista de confiança. Esses fatores apontam para a má escovação e se torna um gatilho para esse tipo de infecção bacteriana.

Inclusive, se você costuma ter dor de dente, é importante descobrir a causa, uma vez que ela pode ser diversa, e realizar o tratamento adequado para que o problema não progrida e possa causar complicações como a endocardite bacteriana.

Pensando nisso, confira agora o artigo que fizemos explicando sobre as principais causas da dor de dente e as formas de prevenção!

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