Doenças da gengiva: 7 sinais de alerta e como tratá-los

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Um sorriso saudável e bonito vai muito além da estética: é um grande indicativo de cuidados com a saúde. As doenças da gengiva podem afetar pessoas de qualquer idade ou gênero e, normalmente, estão associadas a uma higiene bucal insuficiente.

A maior parte desses problemas não se inicia diretamente nessa área, o que indica que outras regiões da boca também podem estar comprometidas assim que os sintomas gengivais aparecerem. Por isso, é preciso uma atenção sistêmica, ou seja, para todo o organismo e todas as estruturas bucais.

Uma das melhores maneiras de descobrir se há problemas na gengiva é prestar atenção ao seu aspecto. A aparência da mucosa nos dá muitas dicas sobre a sua saúde, guiando o dentista para um diagnóstico muito mais preciso e eficaz do problema e, consequentemente, para o tratamento adequado.

Mas, afinal, como podemos nos cuidar melhor? Quer conhecer quais são esses sinais e alterações no aspecto que podem indicar algum problema gengival? Continue a leitura e aprenda a identificá-los para evitar problemas bucais!

Quais são as doenças da gengiva mais comuns?

A doença periodontal é uma infecção dos tecidos que protegem e sustentam seus dentes, ou seja, a gengiva — que é altamente vascularizada, reveste o osso e mantém as estruturas dentárias em seus devidos lugares —, além dos ossos e ligamentos.

Esse problema é, na maior parte das vezes, causado por hábitos insuficientes de higiene bucal. Por isso, escovar os dentes da maneira errada ou pular o uso do fio dental contribui para a formação da placa bacteriana, que pode se solidificar e endurecer, gerando o tártaro.

Há, de modo geral, dois tipos importantes de doenças da gengiva. Saber diferenciá-los é muito importante para que o paciente tenha um controle maior sobre a própria saúde. Conheça-os agora!

Gengivite

A gengivite pode ser definida como a forma mais leve (ou inicial) da doença periodontal. Seus principais sintomas incluem a vermelhidão da região gengival e o sangramento fácil da área. Ele pode aparecer, por exemplo, durante a mastigação ou escovação cotidiana dos dentes.

Muitas vezes, também é possível observar sangue ao escovar os dentes ou utilizar o fio dental após um período sem usá-lo. No entanto, é importante estar atento: esse, nem sempre, é um sintoma de gengivite. Aplicar uma força exagerada ou fazer movimentos errados também pode gerar lesões na região e fazê-la sangrar.

Além da falta de higiene bucal, outros fatores podem contribuir para que esse problema apareça, como estresse, diabetes, flutuações hormonais (causadas, por exemplo, pela gravidez), abuso de substâncias como álcool e cigarro, infecções e o uso de certas medicações.

Nessa etapa, é muito comum que exista pouco ou até mesmo nenhum desconforto. Isso, normalmente, faz com que o problema seja negligenciado e evolua para o próximo estágio, a periodontite, que veremos a seguir.

Periodontite

Quando não tratada, a gengivite pode evoluir para a periodontite. Esse problema é muito mais sério e apresenta consequências mais alarmantes do que o primeiro. Ele é formado graças à ação da placa bacteriana — que, com o tempo, pode se espalhar e atingir a parte de baixo da gengiva.

Com o tempo, as toxinas produzidas por esses microrganismos contribuem para a irritação da gengiva, criando uma resposta inflamatória. Esse tipo de ocorrência é extremamente sério, e é a partir daí que os problemas realmente começam a aparecer.

Com isso, os tecidos ficam fragilizados e passam a se separar dos dentes, criando ‘”sulcos’’ e espaços que facilitam a entrada das bactérias em regiões mais internas, podendo, inclusive, cair na corrente sanguínea e viajar por todo o organismo.

Em alguns casos, o tecido pode até mesmo necrosar. No entanto, na maior parte das vezes, há mau hálito, sangramento avançado, amolecimento dos dentes e fortes dores na região, além dos sintomas já observados na gengivite.

Que estágios tem a periodontite?

Agora que já conhecemos a gengivite e o problema que surge quando ela não é devidamente cuidada, que tal conhecermos também os estágios da periodontite? Assim, você poderá identificar os sintomas e buscar o auxílio de um dentista já com uma certa informação sobre a sua própria saúde bucal. Vamos lá!

Periodontite moderada

A periodontite moderada é o estágio intermediário entre a gengivite e o ponto mais grave dessa doença. Aqui, a inflamação começa a se tornar mais severa, podendo infiltrar-se em estruturas e começar a causar danos à parte óssea do dente.

Periodontite avançada

Aqui, os ossos são largamente afetados. Estruturas como nervos também podem ser acometidas pela infiltração cada vez maior das bactérias no interior dos dentes. Nesse estágio, a perda dentária se torna, infelizmente, cada vez mais comum.

Que consequências têm as doenças da gengiva?

Há uma série de consequências diretas em sofrer com doenças da gengiva. Além do prejuízo para a estética, muito importante, a saúde também é impactada. Alguns pontos de atenção são:

  • a presença de dor;
  • o aumento da sensibilidade dentária;
  • a possível perda de dentes;
  • as alterações na mastigação causadas pela ausência de dentes;
  • os problemas subsequentes a isso, como dores de cabeça e até mesmo problemas na fala.

Por isso, é muito importante cuidar bastante da prevenção desses problemas e, claro, buscar a ajuda de um dentista sempre que notar que algo está errado. A seguir, veremos algumas maneiras de fazer essa identificação!

Quais são os sintomas de que algo não vai bem com nossa gengiva?

Como pudemos perceber, há diversos sinais que indicam que algo está errado em nossa boca. Confira, então, alguns dos principais sintomas de doenças da gengiva!

1. Mudanças na coloração

Uma gengiva normal deve ser rosada e uniforme, puxando para uma coloração um pouco mais pálida. Por isso, ao notar alterações na cor, com suas gengivas avermelhadas ou arroxeadas, veja isso como um alerta de que algo não está certo.

Esse tipo de sintoma também pode ser indicativo de vários outros problemas, muitos deles totalmente alheios à saúde bucal. Por isso, é importantíssimo buscar a opinião de um dentista e de um médico para averiguar o caso.

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2. Sangramento

O sangramento pode vir em diversas intensidades e é, sem dúvidas, um dos sintomas mais clássicos de problemas gengivais. Ele pode acontecer durante a escovação ou uso do fio dental ou até mesmo em situações esporádicas, como ao morder um alimento duro.

Lembre-se, no entanto, de que a aplicação de força inadequada, por exemplo, também pode ser a origem desses sangramentos. É ideal prestar atenção a se eles aparecem por vários dias seguidos e mesmo com a realização de movimentos delicados na região gengival.

3. Retração

Esse problema acontece quando a quantidade de gengiva diminui. Isso mesmo! Muitas vezes, ela se retrai e passa a expor porções maiores do dente, dando a impressão de que eles cresceram.

Esse é um grande sinal de infecção e pode, posteriormente, levar à perda do dente e/ou causar sensibilidade. Por isso, é fundamental buscar auxílio odontológico assim que notar esse tipo de sintoma.

4. Ulcerações

As ulcerações nada mais são do que feridas que surgem em qualquer parte do organismo, normalmente em mucosas. Elas podem também ser chamadas de aftas e indicam que há um desequilíbrio na região bucal, muitas vezes causado pela ação de bactérias nocivas.

O surgimento dessas lesões também pode estar relacionado a outros problemas, como distúrbios gastrointestinais. Mais uma vez, é muito importante buscar a opinião de um especialista para analisar o seu caso.

5. Inchaço

O inchaço é outro sintoma bastante comum de inflamação em qualquer área do corpo. Na gengiva, isso não é diferente. Vê-la inchada ou “fofa” pode ser um indicador de problemas, já que a região deve ser firme e aderir bem aos dentes.

Por isso, ao perceber qualquer tipo de alteração no aspecto ou textura de suas gengivas, consulte um dentista de confiança. Apenas ele poderá identificar a causa e instaurar um protocolo terapêutico adequado ao seu caso.

6. Mau hálito

Também conhecido como halitose, o mau hálito pode indicar diversos problemas bucais e até mesmo sistêmicos, como é o caso de doenças intestinais.

No entanto, ele também pode ser um sintoma de problemas na gengiva, já que as bactérias causadoras dessas doenças produzem compostos que liberam o cheiro desagradável.

7. Presença de dentes amolecidos

Por fim, um dos sintomas mais assustadores é a presença de dentes amolecidos, causada pelo afastamento da gengiva dos dentes, graças ao crescimento da placa na região delimitadora.

Isso faz com que os dentes percam a sustentação e fiquem moles, o que pode até mesmo levar à sua queda. Esses casos, no entanto, são muito extremos e evitados caso a pessoa busque a opinião de um especialista rapidamente.

Quais são as características de uma gengiva saudável?

Ótimo, já sabemos quais são as principais doenças da gengiva e seus tipos e, claro, aprendemos também muito sobre os sintomas mais comuns que indicam que há algo de errado nesse aspecto. No entanto, como é uma gengiva saudável? Saber reconhecer isso também é muito importante!

Os principais indicadores de uma gengiva saudável são:

  • consistência firme;
  • aspecto de casca de laranja;
  • coloração rosa pálido.

Caso perceba qualquer alteração nesses pontos, entre em contato com o seu dentista e agende uma consulta!

Quais são os tratamentos mais indicados para esses problemas?

O tratamento para as doenças da gengiva depende muito de cada caso, já que cada paciente apresenta graus diferentes do problema e organismos completamente diversos. Por isso, apenas um dentista pode avaliar quais serão os procedimentos adequados.

No entanto, na maior parte das vezes, o principal foco é tratar a infecção. Para isso, podem ser utilizados anti-inflamatórios e antibióticos, além da restauração das áreas afetadas pelas bactérias.

Ainda, o dentista pode solicitar que algumas mudanças de hábito sejam feitas, como parar de fumar ou alimentar-se um pouco melhor, reduzindo o consumo de açúcar. Outro ponto crucial é, obviamente, ter maiores cuidados com a higiene bucal e fazer dela um hábito diário.

Outros tratamentos comuns são a raspagem, que consiste na remoção mecânica da placa bacteriana presente nos dentes, e a limpeza profissional. Esse tipo de procedimento só pode ser feito por dentistas capacitados em um consultório devidamente equipado!

Como podemos prevenir as doenças da gengiva?

Embora sejam problemas complicados e que podem ter consequências muito sérias, a prevenção das doenças gengivais é muito simples e requer poucos passos, que, normalmente, envolvem pequenas mudanças na rotina. Confira:

  • escovar os dentes após as principais refeições e antes de dormir;
  • utilizar o fio dental pelo menos uma vez ao dia, antes de deitar;
  • reduzir o consumo de alimentos extremamente açucarados, especialmente à noite;
  • reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;
  • parar de fumar;
  • visitar o dentista regularmente para consultas e check-ups.

Viu só como as doenças da gengiva podem se tornar um problema muito sério? Esse tipo de situação requer tratamento imediato para evitar que as coisas se agravem.

Felizmente, é fácil identificar os sintomas ao observar com cuidado o aspecto gengival. Ao notar alguma alteração, busque imediatamente a ajuda de um dentista de confiança!

Gostou do post? Tem mais dúvidas sobre qualquer tema relacionado à saúde bucal? Entre em contato com a gente! Nossa equipe está à disposição para responder a suas perguntas.

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