A falta de informação pode, literalmente, ser fatal. Embora essa afirmação pareça um tanto quanto dramática, ela é muito verdadeira, principalmente quando diz respeito aos cuidados com a saúde — afinal, quanto mais sabemos sobre uma doença, mais ferramentas temos para combatê-la. Por isso, alguns meses do ano são dedicados à conscientização sobre graves enfermidades, como é o caso do Outubro Rosa, Novembro Azul e do Dezembro Vermelho.

O Dezembro Vermelho, tema de nosso post de hoje, é voltado exclusivamente ao combate do vírus HIV (human immunodeficiency virus, ou vírus da imunodeficiência humana) e da AIDS (acquired immunodeficiency syndrome, a síndrome da imunodeficiência adquirida). Essas ainda são questões permeadas por uma série de mitos e preconceitos e que, até os dias atuais, trazem sérias consequências para a vida dos pacientes acometidos.

Pensando nisso, relatamos a seguir a origem do Dezembro Vermelho, explicamos a diferença entre o HIV e a AIDS, desvendamos alguns estigmas comuns sobre o vírus e a doença e, por fim, discutimos os métodos de prevenção mais eficazes. Ficou curioso? Então, boa leitura!

O Dezembro Vermelho

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil teve um aumento de 21% no número de infecções pelo HIV desde 2010. Diante da alta nos índices de pessoas acometidas pelo vírus, o Governo Brasileiro criou o Dezembro Vermelho. Com a aprovação da lei 13.504, em 7 de novembro de 2017, instituiu-se uma campanha nacional de conscientização contra o vírus e a doença.

A medida tem o objetivo de levar informações à população, por meio de propagandas, atividades e palestras informativas. O foco é fazer com que as pessoas compreendam a importância da prevenção e saibam como funciona o tratamento para essa doença. Além disso, a campanha também visa diminuir o preconceito em torno dos portadores do HIV, que são constantemente marginalizados e pouco compreendidos.

A diferença entre HIV e AIDS        

A confusão entre esses dois termos é muito comum e leva, inclusive, algumas pessoas a acreditarem que eles tratam da mesma questão. No entanto, embora relacionados, os significados de AIDS e HIV são diferentes.

O HIV é o nome do vírus causador da doença AIDS. Logo, as pessoas podem ser portadoras do vírus, mas não necessariamente manifestar a doença. Para uma melhor compreensão, usaremos uma analogia bem simples.

Imagine, por exemplo, que uma pessoa tenha um carro, mas nunca o dirija, deixando-o sempre na garagem. É mais ou menos isso que acontece com o HIV. Sendo assim, as pessoas com o vírus (chamadas também de soropositivas) podem ser completamente saudáveis e não apresentar os sintomas da doença por muitos e muitos anos.

Os mitos mais comuns sobre HIV/AIDS

Agora, chegou o momento de discutirmos alguns dos mitos comumente difundidos sobre o HIV e a AIDS. Entenda esses equívocos e fique mais informado sobre o tema!

O HIV pode ser transmitido por contatos superficiais

Mentira. Contatos como abraços, apertos de mão ou uso dos mesmos utensílios e vaso sanitário não oferecem risco aos não-portadores. As únicas maneiras de se contaminar são por via sexual, placentária, pelo compartilhamento de seringas ou pela amamentação. Outras maneiras, menos comuns, mas que também incluem o contato entre fluidos corporais (no caso, o sangue), são a tatuagem e a transfusão sanguínea.

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O vírus é transmitido em todas as relações sexuais

Essa é outra grande mentira. O HIV, apesar de ser um vírus bastante complexo e que pode trazer sérias consequências para a saúde, é perfeitamente controlável nos dias atuais. Sendo assim, pessoas que estão se tratando adequadamente não transmitem o vírus pelas relações sexuais.

O que acontece é que, com o tratamento, o vírus se torna “indetectável” nos exames de sangue e dosagens virais. Assim, pessoas portadoras do HIV podem tranquilamente se relacionar com seus parceiros, amamentar seus bebês e levar uma vida completamente normal.

Pessoas portadoras do vírus não podem ter filhos

O controle do vírus faz com que as mães que são portadoras possam, sim, ter filhos com toda a segurança necessária, sem passar o HIV para os seus bebês. Além do controle viral, são feitos outros tipos de tratamento, como a profilaxia pré-exposição. Quando a gravidez é planejada, o pai do bebê também é simultaneamente tratado, para aumentar ainda mais as defesas do feto contra esse problema.

Um teste deu negativo indica a ausência do HIV

Esse mito também é bastante comum e causa uma série de erros nos diagnósticos, muitas vezes pelos próprios pacientes, que deixam de dar continuidade aos exames médicos para detectar o vírus.

Nosso organismo tem um processo chamado resposta imune, que leva alguns dias para se completar. Sendo assim, muitas vezes, não é possível identificar os anticorpos contra o HIV logo de cara, sendo necessário repetir o teste após um mês da exposição à situação de risco.

As formas de prevenção e os cuidados adequados

A prevenção pode ser feita por algumas medidas bem simples. A mais comum delas é, sem dúvidas, o uso de preservativos nas relações sexuais, especialmente com parceiros casuais. Além disso, escolher bons estabelecimentos para fazer uma tatuagem, por exemplo, é outra forma importante de se precaver.

A profilaxia profilaxia pré-exposição (PrEP) e a pós-exposição (PEP) são outras maneiras de evitar essa doença. A PrEP é um comprimido que deve ser ingerido diariamente, enquanto a PEP é utilizada em casos de exposição a situações de risco. Vale destacar que esses medicamentos devem ser prescritos por um profissional da saúde após a realização de uma consulta para avaliação de risco.

Os cuidados para os já portadores do vírus incluem o uso de terapia antirretroviral, que deixa os vírus no estado “indetectável”, já mencionado anteriormente. Manter uma boa alimentação e um estilo de vida saudável também são fatores fundamentais para deixar o sistema imune fortalecido e evitar a manifestação dos sintomas da AIDS. É fundamental, ainda, fazer um acompanhamento médico constante, seja por meio do posto, plano ou seguro saúde.

O preconceito com os portadores do HIV, infelizmente, ainda é muito presente em nossa sociedade e só pode ser superado com a difusão das informações sobre o vírus. Agora que você conheceu o Dezembro Vermelho, compreendeu alguns mitos sobre o HIV e aprendeu a importância da prevenção, não deixe de conscientizar as pessoas ao seu redor.

É extremamente necessário falar sobre o HIV e a AIDS. Compartilhe esse post em suas redes sociais e ajude a difundir a importância do Dezembro Vermelho!

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