Colesterol alto e os riscos para o coração

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No Brasil, cerca de 350 mil pessoas falecem todos os anos em decorrência de doenças cardiovasculares, o que equivale a uma morte a cada dois minutos. Os fatores de risco para o surgimento dessas doenças são vários, e um dos principais é o excesso de colesterol no sangue.

Note que falamos em excesso, e não na presença de colesterol. Essa diferenciação é fundamental porque apenas em altos níveis o colesterol causa problemas à saúde.

Já em níveis adequados, como já falamos aqui no blog, o colesterol é fundamental para o organismo. Afinal, sem ele as células simplesmente não teriam como receber alimentos e oxigênio.

Outra informação fundamental para uma correta compreensão do assunto é que existem dois tipos de colesterol: um considerado bom (o HDL) e outro ruim (o LDL). Isso deve estar bem claro porque, quando falamos em baixar o colesterol, estamos nos referindo apenas ao ruim.

Riscos associados ao Colesterol LDL alto

O LDL é chamado de colesterol ruim porque, quando em excesso, acumula-se nas paredes das artérias, tornando-as mais estreitas, o que pode causar a obstrução do fluxo sanguíneo para o coração e ocasionar a arteriosclerose.

Quando isso ocorre, o coração passa a receber menos sangue e, consequentemente, menos oxigênio. Os riscos, a partir de então, são diversos, dentre eles:

  • Angina: tipo de dor no peito, sintoma de doença arterial coronariana, que causa sensação de aperto, pressão, dor ou peso;
  • Pressão alta ou hipertensão arterial: condição que ocorre quando a força do sangue contra a parede das artérias é muito grande, e que pode causar doenças cardíacas ou mesmo um acidente vascular cerebral (AVC);
  • Ataque cardíaco ou infarto agudo do miocárdio: ocorre quando o sangue é bloqueado e não consegue chegar ao coração. Sem sangue, o tecido perde oxigênio e morre. É, sem dúvida, uma das consequências mais graves da obstrução dos vasos sanguíneos.

Colesterol HDL faz o papel oposto

Em oposição ao LDL, o HDL atua como um verdadeiro limpador de colesterol. Ele pega a quantidade excedente que circula no sangue, ou que está depositada nos vasos, e leva-a de volta ao fígado para ser eliminada em seguida.

Portanto, quanto maior for o nível de colesterol HDL, menor será o risco de formação de placas de colesterol nos vasos sanguíneos e menores os riscos de desenvolvimento de uma doença cardíaca. Por isso é que o HDL é considerado o colesterol bom ou saudável.

Causas do colesterol alto

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O excesso de colesterol LDL pode ser causado por diversos fatores, tais como:

  • Histórico familiar;
  • Obesidade;
  • Vida sedentária;
  • Diabetes descompensada;
  • Alimentação rica em doces e gorduras;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Tabagismo.

Importante: pessoas com histórico familiar de colesterol alto devem ter especial cuidado com o controle dos seus níveis, uma vez que eles não dependem necessariamente da adoção de hábitos adequados de vida.

Como averiguar os níveis de colesterol

Um simples exame de sangue é o suficiente para saber como andam os níveis do colesterol no organismo. E, quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances do retorno para níveis aceitáveis.

O importante é que ele seja solicitado por um clinico geral ou um cardiologista, ambos habilitados para avaliar os resultados e prescrever, se necessário, um tratamento adequado.

Quais são os níveis adequados de colesterol?

Quando fazemos exames de sangue para medir as taxas de colesterol, são fornecidas algumas quantidades. Veja abaixo o que é considerado adequado para um adulto saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS):

  • Níveis de LDL: quanto menor, melhor. A medida é considerada adequada pela OMS quando está abaixo de 160 mg/dl.*
  • Níveis de HDL: quanto maior, melhor. Deve estar acima de 40 mg/dl;
  • Níveis de colesterol: se referem à soma de HDL com LDL. Esta taxa é considerada adequada pela OMS quando é de até 200 mg/dl;

*A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) é mais rígida quanto aos níveis ideais de LDL. De acordo com suas diretrizes, eles devem ser estabelecidos após uma avaliação individual, que categoriza os pacientes em três níveis: baixo, médio e alto risco para problemas coronários nos próximos 10 anos.

Para a SBC, os limites de cada grupo são os seguintes:

  • Baixo risco: LDL menor que 130 mg/dl (podendo esse limite ser individualizado de acordo com o paciente);
  • Médio risco: LDL menor que 100 mg/dl;
  • Alto risco: LDL menor que 70 mg/dl.

Conheça a tabela de risco e entenda a categorização da SBC.

Como reduzir o colesterol ruim

Em breve, em função do Dia Nacional de Combate ao Colesterol, vamos reunir algumas dicas valiosas para ajudar quem precisa a reduzir o colesterol ruim. Aguarde.

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