Entendemos que nem sempre é fácil para mães e pais realizarem as escolhas mais acertadas para a criação dos seus filhos. Um assunto polêmico, nesse sentido, gira em torno de oferecer ou não a chupeta para o bebê. Afinal, é inegável que esse é um artifício que pode ajudar nos momentos em que o pequeno está agitado. Por outro lado, sabemos que esse hábito pode causar males à saúde da criança até a fase adulta.

Diante dessa controvérsia, como proceder? Que decisão tomar em relação à chupeta se há tantas opiniões diferentes sobre o seu uso? Pesquisar sobre seus benefícios e malefícios costuma ser o caminho ideal para fazer as melhores opções.

Para ajudar você, reunimos algumas informações interessantes neste post. Entenda melhor o uso da chupeta, saiba qual o momento ideal para abandonar esse hábito e veja dicas para fazê-lo da maneira mais tranquila possível para todos. Acompanhe!

O uso da chupeta

O uso da chupeta ainda é bastante incentivado e as razões para isso não se resumem apenas a tentar fazer com que a criança pare de chorar. Acontece que a sucção realmente causa bem-estar aos pequenos, em razão da liberação de neurotransmissores em seus organismos.

Portanto, os recém-nascidos que sentem dor ou que ficam muito inquietos, principalmente por causa da ansiedade, podem ser beneficiados pelo uso da chupeta. Portanto, não é preciso encará-lo somente como algo negativo, nem julgar os pais que fazem essa escolha. Afinal, bebês muito pequenos precisam de conforto nos momentos de estresse, certo?

No mais, a chupeta é até mesmo recomendada para crianças que, por razões neurológicas, têm dificuldades de sugar e não conseguem mamar. Assim, ela tem a função de ensinar os pequenos a fazer esse movimento.

Os 4 principais problemas causados pela chupeta

Já vimos que a chupeta tem, sim, algumas funções importantes na vida dos bebês. Contudo, ela pode ser muito prejudicial se for usada indiscriminadamente e por tempo prolongado. Conheça a seguir os principais problemas que ela pode causar!

1. Interfere na amamentação

Os bebês que usam a chupeta durante o dia inteiro, sem momentos de pausa, podem ter problemas com a amamentação. Uma das hipóteses é que eles se sintam satisfeitos com o bico e acabam abandonando o peito da mãe antes do tempo recomendado.

Além disso, como procuram menos o peito, as mães acabam produzindo menos leite. Tudo isso pode fazer com que a criança ganhe menos peso do que deveria. Vale lembrar que o ideal é alimentar os pequenos exclusivamente com leite materno até os seis meses e manter a amamentação de forma secundária até os dois anos de idade.

2. Favorece o aparecimento de infecções

Sabe aqueles bebês que vivem indo ao pediatra porque sofrem com dores de ouvido? A chupeta pode estar relacionada a essas infecções! Isso porque favorece a circulação de microrganismos para a região, por meio da movimentação do músculo tensor do palato.

Mas não é só o ouvido que é afetado. Como a chupeta pode cair várias vezes no chão, nem sempre a higiene é feita da forma adequada antes de devolvê-la para criança, em especial quando se está fora de casa. Assim, o objeto pode levar bactérias e outros microrganismos causadores de doenças, como a candidíase oral, diarreia e aftas.

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3. Danifica os dentes

Além da negligência com a escovação, o uso prolongado da chupeta também pode causar alterações na formação das estruturas da boca da criança.

Pode ser que a mandíbula cresça menos do que o normal, o que prejudica a criança tanto estética quanto fisiologicamente. Mordida cruzada, estreitamento da arcada dentária e necessidade de usar aparelho ortodôntico são comuns naqueles que usaram a chupeta de forma indiscriminada.

A chupeta ainda pode fazer com a língua fique amolecida, o queixo enrugado, o lábio superior encurtado e o lábio inferior flácido. Por fim, é capaz de provocar problemas na formação dos ossos da face, que crescem em desarmonia.

4. Dificulta a fala

Com todas as alterações citadas acima, fica claro que a fala também pode ser comprometida no caso de crianças que usam chupeta por muito tempo.

Ao passar tempo demais com ela na boca, a criança acaba tendo dificuldades para falar. Com isso, tende a balbuciar, no lugar de imitar os sons que ouvem ou repetir as palavras que tentamos ensinar.

O momento ideal de deixar a chupeta

Como mencionamos, o seu uso traz alguns benefícios aos bebês e não precisa ser encarada como vilã, desde que usada de forma moderada. O recomendável é que, a partir de um ano e meio, sua retirada seja iniciada, de forma gradual. Isso porque interromper abruptamente o uso da chupeta pode provocar ansiedade, o que provavelmente fará com que a criança o substitua por outra coisa.

Os especialistas recomendam que o hábito seja controlado e que não ultrapasse os dois ou três anos de idade, quando pode prejudicar ainda mais o seu desenvolvimento.

Uma boa dica é elogiar o bom comportamento e as tentativas da criança de passar mais tempo sem a chupeta ao longo do dia. Se por alguma razão você não conseguir que ela abandone o hábito antes dos três anos, talvez seja necessário procurar ajuda profissional, para que a interrupção não seja traumática.

3 etapas para fazer seu filho largar a chupeta

Você acha que será muito difícil fazer a criança parar de usar a chupeta? Veja, abaixo, algumas sugestões para ajudar nessa transição:

  1. faça trocas com a criança: negocie com ela a substituição por algo que ela goste, como um passeio ou uma brincadeira;
  2. deixe a chupeta com gosto ruim: principalmente as crianças menores poderão deixar a chupeta de lado se ela estiver com um sabor que não agrade;
  3. tire a chupeta durante a noite: depois que a criança dormir, não deixe o objeto por perto, assim ela se acostuma a ficar sem.

O importante, em relação a esse tema, é que mães e pais se sintam seguros sobre as necessidades de seus filhos e entendam que, se o uso for moderado e a retirada ocorrer dentro do prazo recomendável, não é tão mal assim deixar que a criança se reconforte com a chupeta.

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