Veja como calcular e garantir uma capacidade produtiva adequada!

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Existem diversas definições para o termo “capacidade produtiva”. A mais abrangente afirma que é a habilidade de fabricar produtos ou prestar serviços dentro de um período, com determinados elementos ou pessoas.

As empresas que têm um estudo de capacidade produtiva e acompanham o fluxo operacional de perto, costumam tomar decisões mais acertadas. Elas sabem a quantidade máxima de produtos que podem fabricar ou serviços a prestar, além de encontrar o equilíbrio entre produção e demanda.

Quer saber mais sobre este tema? Continue a leitura!

O que é capacidade de produção?

Explicamos brevemente no início o que é a capacidade de produção, mas o conceito em si é mais complexo. De modo geral, todo negócio tem sua capacidade de produção, seja ele uma indústria, seja um restaurante, seja um hotel. Mesmo que não haja um produto sendo fabricado, há um serviço prestado ou a entrega de algum modo.

Sendo assim, a capacidade de produção está relacionada à quantidade máxima de bens e serviços que um sistema pode entregar em uma determinada condição. Ela também pode ser aplicada a uma máquina, um operador ou um centro de trabalho.

O nível de capacidade está atrelado aos recursos que o sistema tem para realizar a atividade. É um apanhado de fatores, que podem ser pessoas, instalações, ferramentas, estruturas e tecnologias.

Por que planejar a capacidade produtiva?

Ao analisar a capacidade produtiva, a empresa consegue realizar projeções financeiras adequadas, além de assegurar-se de que terá capacidades e recursos necessários para prover o produto ou serviço que oferece. Dessa forma, é possível alcançar mais precisão nas vendas e permitir o estoque necessário.

A previsibilidade também ajuda a compreender quais períodos e sazonalidades podem demandar a compra de mais recursos ou realizações de ações antecipadamente, evitando problemas. É o caso das lojas na temporada de Black Friday e dos hotéis nos períodos de férias.

Um erro muito comum é as empresas imaginarem que quanto mais capacidade produtiva, melhor. Na verdade, se você tem esse aspecto muito elevado, significa que está investindo altos recursos para produzir, como colaboradores ou equipamentos, insumos, espaço para armazenamento de materiais, entre outros.

Se a demanda não justificar essa capacidade, haverá despesas desnecessárias ou, no caso de fábricas, excesso de insumos, de estoque e desperdícios de materiais. Por isso, alinhar a capacidade à demanda faz toda a diferença.

Por outro lado, se a empresa tem uma demanda maior e capacidade reduzida, é possível identificar quais são os recursos necessários e viabilizar o crescimento para atender à demanda disponível.

Como calcular a capacidade produtiva?

Para calcular a capacidade produtiva, você precisará entender as quatro principais classificações de capacidade: instalada, disponível, efetiva e realizada. Desse modo, é possível analisá-las e começar a monitorar os números de cada uma.

Capacidade instalada

Este é um indicador hipotético que define o máximo de produtividade da empresa, caso todos os agentes funcionassem sem interrupções ou perdas — o que não costuma ocorrer. 

Supondo que você é dono de uma fábrica e conte com 30 máquinas, utilizadas por operadores durante 2 turnos de 8 horas (16 horas por dia). A capacidade da planta (16 horas) é multiplicada por 30 máquinas, gerando uma capacidade produtiva de 480 horas de máquina. Veja o cálculo:

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  • 30 (máquinas) x 16 (horas de trabalho) = 480 horas de máquina.

Capacidade disponível

É a capacidade produtiva disponível em um momento, considerando apenas os agentes e os insumos que podem funcionar. Esse indicador é demi-hipotético, pois também não considera perdas e interrupções.

Para calculá-la, determine quanto tempo uma unidade do produto demora a ser produzida. Depois, divida pela capacidade diária da planta pelo período que é necessário para produzir o produto.

Uma indústria onde um colaborador leva 2 horas para produzir uma peça, supondo que a capacidade produtiva é 480 horas (como no exemplo anterior), dividimos esse número pelo tempo de produção de cada peça, estimando que a companhia possa produzir 240 peças. Fica assim:

  • 480 (horas de máquina) / 2 horas (tempo de produção de cada peça) = 240 peças ao dia.

Capacidade efetiva

A capacidade efetiva é um indicador mais realista, pois considera os agentes e os insumos disponíveis, além das perdas e interrupções que possam ser planejadas. Entram no cálculo as manutenções preventivas e uma estimativa de peças que possam ser perdidas diariamente.

Digamos que essa mesma empresa que estamos usando como exemplo tende a perder diariamente 2% das peças produzidas. Se ela produz 240 peças por dia, isso significa perder cerca de 4 peças ao dia. Então, a capacidade efetiva diária seria de, em média, 236 peças. 

Se a empresa funciona durante 20 dias por mês, ela produziria 4.720 peças mensais, mas reserva dois dias inteiros para manutenções preventivas, perdendo a soma de dois dias de produção. Então, sua capacidade mensal é de 4.248 peças mensais. Veja o cálculo:

  • 4.720 peças (capacidade mensal) – 472 (peças que seriam produzidas nos dias de manutenção) = 4.248 peças mensais (capacidade efetiva).

Capacidade realizada

Aqui entram os cálculos relacionados às interrupções não planejadas que podem ocorrer por equipamentos danificados ou falta de energia. O histórico da empresa pode ser analisado para obter uma previsão.

Supondo que é comum ter uma perda de 5% por mês, se considerarmos a produção de 4.248 peças mensais, teremos ainda a redução de 212 peças por mês. Assim sendo, a capacidade realizada é de 4.036 peças mensalmente. Segue o cálculo:

  • 4.248 peças mensais (capacidade efetiva) – 212 (peças não produzidas devido a perdas inesperadas) = 4.036 (capacidade realizada).

Além desses, outro cálculo pode ser útil: o da capacidade produtiva de operação do seu negócio. Supondo que sua capacidade disponível é de 240 peças ao dia, mas você produz 200, então, está operando a 83,3% de sua capacidade.

Apesar de termos usado o exemplo da indústria, os cálculos mostrados também se aplicam a fornecimento de serviços, em que entrariam como recursos os colaboradores e o tempo que eles levam para concluir o serviço (produtividade da equipe), além do custo gerado com ferramentas e tecnologias.

Como fazer um acompanhamento e otimizá-la?

Uma das principais maneiras de acompanhar a capacidade produtiva, é mapear o seu processo minuciosamente: entender quais são os recursos necessários, quanto é que eles custam e quanto tempo o produto ou serviço demora a ser gerado.

Também é preciso conhecer os gargalos dos processos, para otimizá-los. Se equipamentos com mau funcionamento levam o seu negócio a perder mais horas de produção, por exemplo, significa que eles estão reduzindo sua capacidade produtiva e que substituí-los pode render mais lucros. Afinal, você aumentará a capacidade sem a necessidade de mais pessoas ou turnos, que seriam dispendiosos em longo prazo.

Sistemas de gestão, acompanhamento e gerenciamento da demanda são algumas ações que podem ser implementadas para controlar todos os indicadores da sua capacidade produtiva e realizar ações mais acertadas.

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