Candidíase oral: saiba o que você precisa saber sobre!

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A candidíase oral, apesar de muito comum, é uma condição bastante desagradável, pois consiste na presença do fungo Candida Albicans de forma excessiva na região da boca. Mais recorrente em bebês — por conta da baixa imunidade —, também afeta adultos com sistema imunológico enfraquecido, devido a gripes, doenças crônicas ou HIV.

A boa notícia é que apesar de ser bastante incômoda, ela é fácil de ser tratada. Porém, é preciso ter muita atenção aos sinais do organismo, para conseguir curá-la de forma rápida e eficiente.

Sabemos da importância de ter a saúde bucal em dia. Por isso, neste post, você vai encontrar todas as informações que precisa sobre a candidíase oral, desde causas e sintomas até os tratamentos indicados. Acompanhe a leitura!

O que é candidíase oral?

A candidíase (CID 10-B37) é uma infecção bastante comum, causada pelo fungo Candida, famoso por afetar órgãos genitais femininos. Ainda que 90% dos casos de candidíase sejam causados pelo fungo Candida Albicans, essa doença também pode ocorrer devido a outras espécies não albianas,como glabrata e tropicalis.

Apesar de habitar a pele, essa levedura consegue se proliferar e provocar sintomas em outras regiões, como é o caso da candidíase oral com as placas brancas ao redor da boca e ardência da região.

A versão oral é caracterizada por ferida na boca (aftas) e dificuldade de engolir. Ela pode ser diagnosticada em idosos, diabéticos, adultos após o contato desprotegido e pacientes em fase de tratamentos com imunidade comprometida.

Mas como vimos, a doença é mais comum em crianças, recebendo o nome de sapinho. Isso porque o fungo se espalha por meio do beijo, afetando o sistema imunológico que ainda está em desenvolvimento nessa fase da vida.

Quais são as causas dessa doença?

Esse fungo já faz parte da microbiota humana, sendo capaz de conviver sem nenhum tipo de prejuízo em condições normais. Porém, quando existe um desequilíbrio, ele começa a crescer, passando a ser considerado patológico para nosso organismo.

Quando existe uma baixa imunidade ou umidade e alteração de temperatura na mucosa, a região favorece o crescimento descontrolado da levedura, necessitando de tratamento. Caso o paciente apresente imunidade muito prejudicada, é possível que a doença se alastre para garganta, unhas, pele e outros locais.

E em relação aos sintomas?

Um dos primeiros e mais típicos sintomas da candidíase oral são as placas brancas e cremosas que ficam em toda a língua e em ambos os lados da boca, sendo bastante dolorosas. Outros sintomas são:

  • ardência do local;
  • dificuldade e dores na hora de engolir;
  • feridas brancas na parte interna dos lábios e amígdalas;
  • feridas no céu da boca;
  • irritabilidade e agitação por conta do desconforto bucal;
  • rachaduras e pele seca nos cantos da boca;
  • sangramento e dores na região infectada.

Quais são os fatores de risco da candidíase oral?

Apesar de ser facilmente diagnosticada e tratada, existem alguns hábitos que podem aumentar o risco de uma pessoa contrair candidíase oral, espalhando-a pelo organismo. Veja quais são a seguir!

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Usar antibióticos

Alguns antibióticos de largo espectro — os que combatem uma grande variedade de bactérias — podem matar microrganismos saudáveis e acelerar o crescimento do fungo no organismo.

Ter níveis de estrogênio mais altos

Infecções fúngicas podem ocorrer mais frequentemente nas mulheres por conta do aumento dos níveis de estrogênio, como mulheres grávidas ou as que tomam doses para terapia hormonal, por exemplo.

Consumir muitos doces e carboidratos

Carboidratos ajudam o crescimento da candidíase de duas formas: por meio da alteração do pH, tornando o ambiente mais ácido, e pelo excesso de glicose no sangue. Por isso, pacientes com diabetes podem apresentar crises rotineiras de candidíase oral, além de outros tipos.

Como funciona o tratamento?

O tratamento para a infecção deve sempre ser indicado por um profissional da saúde, podendo ser clínico geral, dentista ou pediatra, em casos de candidíase bucal infantil. Nunca se automedique ou recorra a receitas caseiras sem prescrição médica.

Geralmente, é recomendado que se aplique antifúngicos em forma de líquido ou gel na região, de cinco a sete dias. Além disso, durante o período, é preciso ter alguns cuidados extras, como:

  • escovar os dentes três vezes ao dia com escova de cerdas macias;
  • evitar alimentos gordurosos ou com alto nível de açúcar;
  • não dividir objetos de uso pessoal com outras pessoas.

Em casos mais graves, o médico pode indicar comprimidos orais antifúngicos, que devem ser tomados de acordo com a orientação, mesmo que os sintomas tenham melhorado e até desaparecidos.

Quando é necessário buscar ajuda médica?

Caso você apresente qualquer um dos sintomas descritos aqui, é preciso procurar um especialista. Apesar de ser facilmente tratada, a recuperação da candidíase só funciona de forma correta se avaliada por um médico.

Para o diagnóstico da candidíase oral, é preciso realizar um exame de cultura de escarro e da boca, verificando a ocorrência e a gravidade da situação. Uma vez que for diagnosticada a infecção, é importante manter certos cuidados, como:

  • diminuir o consumo de alimentos ricos em gorduras e açúcares;
  • evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • manter-se hidratado;
  • não fumar;
  • usar o medicamento pelo tempo necessário definido pelo médico.

Quando essa doença não é tratada, ela pode se tornar um problema recorrente, com repetições em intervalos cada vez menores de tempo, agravando a saúde bucal e a autoestima da pessoa. Em casos mais sérios, existe ainda uma depressão do sistema imunológico, levando a complicações em vários órgãos.

Por isso, não é preciso ter vergonha de conversar com o profissional a respeito dos sintomas, pois ele está lá para atender você da melhor maneira possível e curar essa doença, evitando complicações futuras e preservando sua saúde e seu bem-estar.

Como vimos, a candidíase oral é uma condição bastante comum e que, na maioria das vezes, não causa grandes problemas ao organismo. No entanto, é essencial ter atenção aos sinais do corpo e fazer consultas regulares com o dentista para avaliar a situação.

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