Bronquite: causas, sintomas e tratamentos

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Com o inverno batendo à porta, ficar atento às doenças mais comuns do período é primordial. Por isso, vamos postar aqui no Blog da Golden Cross, durante todo o mês, diversas matérias com temas relacionados à estação mais fria do ano. E a primeira delas já está no ar.

A bronquite é uma inflamação dos brônquios causada por infecções e atinge milhões de pessoas por ano no Brasil. A doença surge de duas formas: a aguda, mais comum, geralmente acompanhada de uma gripe ou resfriado, e a crônica, considerada um tipo de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

A diferença entre ambas consiste principalmente na duração e no agravamento das crises. Na bronquite aguda, elas são mais curtas (uma ou duas semanas), enquanto na bronquite crônica elas duram muito mais, manifestando-se por três meses ou mais.

A busca de ajuda médica é fundamental em ambos os casos, já que tanto a bronquite crônica quanto a aguda podem originar uma pneumonia. Porém, se o quadro for crônico, a atenção deve ser ainda maior, uma vez que aumentam as chances de infecções respiratórias recorrentes, além de doenças mais graves, como enfisema pulmonar.

Causas da bronquite

Os brônquios são canais que conduzem o ar até os alvéolos pulmonares. Quando os cílios que revestem o seu interior param de eliminar o muco presente nas vias respiratórias, ele se acumula e faz com que os brônquios fiquem permanentemente inflamados e contraídos. Isso ocorre pelas seguintes razões.

Na bronquite aguda, o processo se desencadeia geralmente por um vírus, mas também pode começar pelo contato com poluentes ambientais e químicos. Às vezes, o paciente ainda pode contrair uma infecção bacteriana secundária nas vias respiratórias. Isso significa que uma bactéria infectou as vias respiratórias, além do vírus.

Já a bronquite crônica é causada, na maioria das vezes, pela fumaça do cigarro, tanto que alguns médicos a chamam informalmente de “tosse do cigarro”. A doença também pode instalar-se como extensão da bronquite aguda ou pelo contato contínuo com poluentes.

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Fatores de risco

Além do fumo e exposição a agentes irritantes, outros fatores podem ajudar no desenvolvimento de bronquite (crônica ou aguda). São eles:

Imunidade baixa: este fator costuma ser consequência de outra doença aguda ou crônica;

Idade: idosos, crianças pequenas e bebês têm mais riscos de contrair a infecção;

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Refluxo gástrico: doenças que causam refluxo gástrico e azia podem aumentar as chances de a pessoa desenvolver bronquite.

Sintomas da bronquite

Tanto na forma aguda quanto na crônica, a tosse é o principal sintoma da bronquite. Na bronquite aguda, ela pode ser seca ou com muco. Na crônica, é predominantemente com muco, mais claro no início e mais espesso e esverdeado com o passar do tempo.

Além disso, as pessoas podem apresentar outros sintomas.

  • Ronco ou chiado no peito;
  • Dificuldade para respirar e falta de ar;
  • Febre e calafrios;
  • Desconforto no peito.

Pacientes com bronquite aguda, mesmo após o seu desaparecimento, podem ter uma tosse seca e incômoda por várias semanas. Já os pacientes com bronquite crônica podem apresentar outros sintomas, como: inchaço nos membros inferiores; lábios roxos (devido aos baixos níveis de oxigênio); e infecções respiratórias frequentes.

Importante: caso tenha febre por mais três dias, se a tosse for recorrente, ou se apresentar algum dos outros sintomas acima, procure um médico pneumologista ou um clínico geral para obter o diagnóstico.

Tratamentos para bronquite

O diagnóstico de bronquite leva em conta os sinais e sintomas, o histórico do paciente e o exame clínico. Em algumas situações, um procedimento chamado espirometria ajuda a diferenciar a doença de outros males similares, como gripes e resfriados.

Com relação ao tratamento, há diferenças no que diz respeito às duas formas de bronquite.

bronquite aguda dura no máximo quinze dias e não existe um tratamento para atacar o vírus. Desta forma, os médicos procuram aliviar os sintomas e prevenir novas crises recomendando o uso de nebulizadores, xaropes para a tosse, analgésicos e descongestionantes.

No caso da bronquite crônica, a medida mais importante é parar de fumar, evitando também ambientes em que haja pessoas fumando. O médico pode ainda, após avaliação, prescrever medicamentos antibióticos, broncodilatadores ou anti-inflamatórios se julgar necessário.

Prevenção

Algumas medidas podem prevenir a ocorrência de bronquite:

  • Não fume ou pare de fumar. Enquanto não conseguir, procure diminuir e evite locais onde haja pessoas fumando;
  • Tome cuidado com os locais que você frequenta: evite ficar muito tempo em lugares poluídos ou fechados e com ar condicionado ligado;
  • Beba bastante água: ajuda a diluir as secreções brônquicas e facilita a expectoração;
  • Participe das campanhas de vacinação contra a gripe;
  • Lave as mãos frequentemente a fim de evitar a disseminação de vírus e de outras infecções;
  • Não iniba a tosse com muco.
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