Amigdalite viral e bacteriana: como identificar e o que fazer

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As amígdalas são gânglios em formato oval que se localizam na parte traseira da garganta. Sua função é ajudar a manter bactérias e outros germes longe de locais onde possam causar infecções.

Às vezes, no entanto, elas próprias são alvo de vírus ou bactérias. Nessas situações, surgem as temidas amígdalas inflamadas, que atingem mais de dois milhões de pessoas, principalmente crianças e jovens, todos os anos no Brasil.

Neste post, conheça os tipos de amigdalite e seus sintomas e saiba quando e quem procurar caso a doença apareça. Ao final, entenda, também, em que circunstâncias a remoção das amígdalas ainda é recomendada.

Quem são os mais afetados?

Crianças a partir dos quatro anos e os pré-adolescentes têm mais chance de apresentar a doença do que adultos.

Isso ocorre porque esse grupo passa muito tempo em creches e escolas e ainda não tem o sistema imunológico tão desenvolvido, o que o deixa mais vulnerável.

Leia também: como prevenir seus filhos das principais doenças respiratórias no inverno.

Quais os tipos de amigdalite?

Existem quatro tipos de infecções nas amígdalas — as virais e bacterianas, quando se fala do agente infeccioso; e as crônicas e agudas, olhando o tempo de duração. Veja, a seguir, as particularidades de cada uma delas.

Amigdalite viral

Causadas por vírus, costumam ser menos severas e apresentar sintomas mais brandos. Um dos principais agentes que causam a inflamação é o vírus da gripe. Nesse tipo de infecção, podem aparecer outros sinais, como conjuntivite, faringite e inflamação nas gengivas.

Amigdalite bacteriana

Essas são causadas por bactérias e podem ser mais severas do que as inflamações virais. Os principais sintomas incluem febre alta e pus. Como é uma doença oportunista, é comum que ocorra em pessoas com a imunidade baixa.

Amigdalite aguda

É um processo inflamatório pontual de rápida evolução e com duração de algumas semanas. O tratamento costuma causar efeito de forma ligeira, e os sintomas desaparecem, em geral, com quinze dias.

Amigdalite crônica

São infecções recorrentes na amígdala, que podem causar mau hálito, dor de garganta e nódulos cervicais persistentes. Há casos em que, em apenas um ano, o paciente apresenta sete inflamações diferentes. Portanto, o tratamento deve ser contínuo, assim como o acompanhamento médico.

Quais são as causas por trás das amígdalas inflamadas?

A amigdalite tem duas principais causas: vírus e bactérias.

  • a amigdalite viral é a mais comum, principalmente entre crianças menores. Estatísticas indicam que até 70% das infecções de amígdalas são causadas por vírus;
  • já a amigdalite bacteriana, apesar de menos recorrente, é a mais severa. Ela costuma atingir principalmente os jovens e decorre, geralmente, da bactéria conhecida como estreptococo do grupo A, também responsável por outras infecções, como a faringite.

Importante: algumas crianças apresentam, ainda, amigdalites de repetição, caracterizadas pelo surgimento da infecção de três a sete vezes por ano. Nesses casos, devem ser investigados, ainda, fatores como respiração oral, alergias e refluxo gastroesofágico.

Em qual estação do ano a doença é mais comum?

A doença é mais comum nos meses mais frios. Isso acontece porque diversas condições, como variação de temperatura e aglomeração de pessoas em ambientes fechados, favorecem a proliferação dos agentes causadores.

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas da amigdalite são:

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  • dificuldade em engolir;
  • dor de garganta (com duração superior a 48 horas);
  • febre.

O paciente ainda pode apresentar: dores de ouvido; dor de cabeça; alterações na voz; sensação de mal estar; cansaço; vômitos; e rouquidão.

Fique atento(a): quando a causa é bacteriana, a amígdala fica grande, podendo, inclusive, formar um abscesso. Nesses casos, o paciente tem dor de garganta muito forte, dificuldade severa para engolir e dores no corpo, além de febre alta e persistente.

Já a amigdalite viral tende a causar dor de garganta menos intensa e, às vezes, febre baixa e outros sintomas típicos de um resfriado comum.

Não se esqueça: procure um médico imediatamente caso alguém da sua família apresente dor de garganta por mais de 24 horas acompanhada de dificuldade para engolir, cansaço e febre.

Quais são os tratamentos?

O tratamento varia de acordo com as causas da infecção e sempre deve ser prescrito por um médico. No caso da amigdalite viral, o tratamento é sintomático, ou seja, busca atenuar os sintomas. Em geral, médicos prescrevem analgésicos e anti-inflamatórios.

Se a amigdalite é causada por uma bactéria, antibióticos costumam ser receitados para curar a infecção. O tratamento dura, em média, 10 dias, e o paciente deve segui-lo por todo o período, sob o risco de a infecção retornar.

Quando as amígdalas devem ser removidas?

Antigamente, as amígdalas eram retiradas aos primeiros sinais de infecção. Atualmente, no entanto, o procedimento é restrito aos casos absolutamente necessários.

A decisão cabe a um médico, mas veja, abaixo, alguns exemplos de quando a extração pode ser indicada:

  • crianças e jovens que apresentem episódios de amigdalite de repetição, o que pode comprometer o sistema de defesa;
  • pacientes que apresentem sintomas diferenciados, como obstrução grave das vias áreas com presença de ronco e apneia, principalmente em crianças;
  • pessoas que não respondam ao tratamento;
  • crianças com dificuldades para respirar.

Quais profissionais procurar?

Entre os profissionais habilitados para realizar um diagnóstico correto e prescrever o tratamento adequado, estão: o otorrinolaringologista, o clínico geral e o pediatra — quando o paciente em questão for uma criança.

Como é feito o diagnóstico de amígdalas inflamadas?

O diagnóstico é feito com base no histórico do paciente, na visualização da garganta e na palpação dos gânglios para tentar distinguir se são vírus ou bactérias. As infecções virais costumam apresentar um inchaço maior dos gânglios, enquanto que as amígdalas inflamadas por bactérias ficam maiores e com pus.

Caso o médico queira saber qual tipo de bactéria está provocando a doença, pode fazer a coleta de material da garganta e usar meios de culturas adequados para o crescimento das colônias. Com isso, o profissional poderá descobrir qual antibiótico é mais eficiente para o tratamento.

O que fazer para prevenir a inflamação das amígdalas?

Doenças como gripes, resfriados e amigdalites podem ser difíceis de se prevenir, ainda mais quando estamos falando de crianças em idade escolar. Entretanto, sempre há um conjunto de pequenos cuidados que podem nos ajudar a diminuir as chances de contágio.

Ter hábitos de higiene, como lavar bem as mãos antes de comer e não colocá-las na boca, ajuda a evitar que os causadores da doença cheguem até a garganta. Optar por ambientes abertos e arejados aos fechados e climatizados por ar-condicionado também ajuda a diminuir as chances de adoecimento.

Além disso, evitar o cigarro é uma boa pedida — e não apenas para as amigdalites. Manter-se hidratado também ajuda na prevenção, pois a garganta não ficará irritada, algo que aumenta a predisposição a inflamações.

Amígdalas inflamadas são um problema muito comum. Por isso, manter uma boa rotina de descanso, alimentação saudável, prática de exercícios e o controle do estresse é fundamental. Isso, porque esses hábitos positivos são muito importantes para se manter uma alta imunidade, evitando, assim, várias enfermidades.

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