Você com certeza conhece alguém que já precisou extrair os sisos, certo? Pois o tal do siso costuma figurar entre os maiores medos da maioria dos pacientes odontológicos, já que normalmente é associado a dores, desconfortos e histórias um tanto quanto assustadoras de extrações traumáticas.

Felizmente, tais situações não precisam acontecer com frequência, especialmente quando estamos bem informados e confiamos nos dentistas responsáveis por nossos cuidados bucais. Por essas e outras, é fundamental desmistificar todo esse universo envolvendo os sisos, inclusive compreendendo um pouco mais sobre os problemas relacionados a eles.

Foi pensando nisso que resolvemos criar este post informativo. A ideia aqui é fazer com que você entenda mais sobre os sisos, esquecendo de uma vez por todas essa história de que eles obrigatoriamente trarão dor e desconforto para sua vida! A seguir, falaremos sobre quando e como são realizadas as extrações, além de contar várias outras curiosidades sobre o tema. Boa leitura!

Afinal de contas, o que são os sisos?

O que conhecemos como dentes do siso são, na verdade, os terceiros e últimos molares presentes em nossas bocas. Quando perfeitamente alinhados, eles favorecem a mastigação e ajudam na execução de diversas atividades do nosso corpo. Quando desalinhados, porém, podem trazer prejuízos para a saúde.

De acordo com dados antropológicos, os dentes do siso foram escolhidos pela seleção natural como uma ferramenta para a alimentação dos seres humanos pré-históricos. Nessa época, os terceiros molares eram fundamentais para a mastigação de alimentos rígidos e resistentes, como folhas, oleaginosas e carnes.

Com o passar dos anos e os avanços da sociedade, os sisos se tornaram desnecessários, transformando-se no que a ciência chama de órgãos vestigiais. Ferramentas como a faca e as alterações alimentares pelas quais passamos, como o hábito de cozinhar os alimentos, fizeram com que eles perdessem suas principais funções.

Em que idade eles começam a aparecer?

Você provavelmente já notou que há uma certa ordem para o surgimento dos dentes, certo? Quando crianças, os primeiros dentes permanentes começam a aparecer em torno dos 6 anos. A partir daí, segue-se uma lógica de tempo que funciona como uma média para praticamente todas as pessoas.

Chamados popularmente de dentes do juízo, os dentes do siso são os últimos a aparecer. Normalmente, eles dão as caras por volta dos 17 aos 25 anos. Por surgirem nessa faixa de idade, são associados à transição para a fase adulta e às responsabilidades que a acompanham, ganhando, portanto, o apelido que acabamos de mencionar.

Em alguns casos, é possível observar indivíduos cujos sisos simplesmente não nascem. Isso tem se tornado cada vez mais normal, por conta das alterações em nossos hábitos — como dissemos agora há pouco. Tais alterações ainda fizeram com que as mandíbulas do humanos diminuíssem ao longo da história, o que pode causar os problemas que veremos a seguir.

O que gera problemas nesses dentes?

As principais causas que levam ao surgimento de problemas por conta dos sisos são sua erupção parcial e sua falta  de erupção. Isso tem se tornado cada vez mais comum por conta da diminuição progressiva da mandíbula dos seres humanos, o que faz com que o espaço deixado para os terceiros molares seja insuficiente.

Muitas vezes, os sisos nascem em ângulos não paralelos aos dos segundos molares, dentes que estão logo à frente. Podem se desenvolver em ângulos mais direcionados ao fundo da boca, para as laterais ou até mesmo em 90°, completamente deitados.

No longo prazo, isso pode causar o apinhamento (estruturas que se sobrepõem) ou o deslocamento de outros dentes, além de inflamações, problemas no maxilar e outras situações causadoras de desconforto.

Quando é necessário extrair os sisos?

Na prática, dentes do siso mal posicionados nem sempre precisam ser extraídos. Esse tipo de conduta deve ser conversada com um dentista de confiança, que avaliará o caso por meio de exame clínico, imagens radiográficas e , se necessário, outros exames. Só assim é possível definir se a extração é ou não recomendada.

No entanto, uma grande parte desses casos acaba demandando uma intervenção cirúrgica. Sisos não erupcionados ou mal posicionados podem trazer uma série de problemas, que normalmente envolvem alguns dos sintomas a seguir, especialmente quando infeccionados:

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  • vermelhidão e inchaço gengival na região;
  • sangramento na área;
  • halitose;
  • dores de cabeça;
  • dores na mandíbula.

Eles podem danificar outros dentes e até mesmo a estrutura do maxilar, prejudicando a produtividade, a qualidade de vida, a respiração e muitos outros pontos da vida de uma pessoa.

Por fim, precisamos destacar que há uma relação entre o surgimento de cáries e de doenças periodontais com esses dentes, já que sua limpeza costuma ser dificultada (ou até mesmo impossibilitada) devido ao ângulo em que se encontram.

Nesses casos, a extração é recomendada. O dentista pode inclusive solicitar que o dente seja removido antes mesmo do aparecimento de tais sintomas, como maneira de prevenir o avanço de problemas desnecessários.

Em quais casos a extração não é necessária?

Como já adiantamos, a extração nem sempre é recomendada. Novamente, temos que ressaltar que essa decisão será tomada em conversa e consulta com o dentista responsável, que avaliará cada caso e decidirá se a cirurgia é necessária ou não.

A maioria desses casos inclui dentes que provavelmente não gerarão nenhum tipo de problema, além daqueles que erupcionaram completamente e passaram a cumprir suas funções de maneira adequada dentro da boca do paciente.

Qual o melhor momento para a extração?

Por mais que a extração possa ser realizada em qualquer momento, normalmente o indicado é que ela seja feita de maneira preventiva e não corretiva. Por isso, é essencial que a situação do siso seja avaliada antes do provável período de erupção.

Dessa maneira, é possível perceber se o dente está se desenvolvendo da forma adequada e agendar (ou não) uma cirurgia preventiva para sua remoção. Isso garante uma recuperação muito mais rápida e um procedimento indolor, graças à ausência de infecções ou de problemas que podem dificultar a extração.

Como funciona o procedimento?

Apesar de ser o temor de muitos pacientes, a extração de um siso não precisa, de maneira alguma, ser um episódio traumático ou doloroso. Quando feita com os devidos cuidados, funciona como qualquer extração. É, aliás, um procedimento simples.

A anestesia aplicada é local e faz com que o paciente não sinta qualquer dor ou desconforto durante o procedimento. Além disso, é possível aplicar uma sedação em casos de pessoas muito ansiosas ou que têm medo.

Em seguida, é feita a extração do dente, com toda a estrutura que faz parte dele — como a raiz e alguns fragmentos de ossos, por exemplo. O tempo do procedimento pode variar bastante, dependendo do caso de cada paciente.

Como é o pós-operatório da extração dos sisos?

Após a extração, seu dentista solicitará repouso de acordo com o tipo de extensão da cirurgia para que você se recupere adequadamente. O repouso completo é indicado. Além disso, o paciente deve evitar alimentos sólidos e quentes, bem como exposição ao sol ou qualquer tipo de calor e atividades físicas. Isso evitará sangramentos e facilitará a cicatrização.

Inchaços no local são bastante comuns e normalmente levam alguns dias para sumir. Para agilizar esse processo, você pode fazer compressas frias ou geladas na região. O paciente também não pode fazer bochechos. O tempo para esses cuidados será informado pelo dentista.

Outro cuidado essencial é tomar todos os remédios exatamente de acordo com a prescrição do cirurgião. Esses medicamentos garantirão a recuperação completa do paciente, prevenindo infecções e complicações desnecessárias e amenizando possível dor.

Como você pôde ver, tirar os sisos pode ser ou não necessário, dependendo muito de cada caso. Além disso, a experiência tem tudo para ser extremamente tranquila, principalmente quando estamos bem informados e fazemos consultas periódicas com um dentista de confiança!

Gostou deste post? Então que tal aprender um pouco mais sobre as emergências odontológicas, entendendo por que elas acontecem e que atitude devemos tomar diante delas?

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